Sem Segredo: ouvintes acreditam que a maioria dos candidatos concorre à uma vaga na Câmara de Vereadores pelo salário
O programa Sem Segredo deste sábado, na Uirapuru, questionou os ouvintes se as pessoas se candidatam ao cargo de vereador por dinheiro ou vocação para ajudar o povo e a cidade. A pergunta foi feita a partir de uma polêmica, motivada por um abaixo-assinado que originou a um projeto de lei de iniciativa popular, com objetivo reduzir os salários dos vereadores atuais, passando de R$ 10 mil para menos de R$ 2 mil. Na opinião dos ouvintes, além do salário dos vereadores de Passo Fundo ser muito alto, o número de parlamentares poderia ser reduzido no legislativo municipal. Apesar disto, a maioria discorda do projeto que quer reduzir os salários para menos de R$ 2 mil, sendo que o mais justo seria um meio termo.
Os ouvintes também se manifestaram insatisfeitos quanto a presença dos vereadores na Câmara, sendo que a dedicação exclusiva dos parlamentares justificaria os salários atuais. Para os eleitores, a maioria dos futuros candidatos está de olho no salário ou, até mesmo não se elegendo, conseguir um cargo depois em reconhecimento a sua participação nas eleições. O ideal seria que os eleitos fossem bem remunerados, mas que cheguem ao cargo realmente por vocação.
O presidente da Câmara de Vereadores, Marcio Patussi, defendeu que o parlamentar merece ser bem remunerado e cabe à população avaliar aqueles que fazem jus ou não ao que ganham. Esclareceu, ainda, que com os descontos os salários atuais não chegam a R$ 6 mil, bem menos do que se propagou pela cidade. Já o vereador Gleison Consalter destacou que se reduzisse o salário para R$ 2 mil iria concorrer igual ao cargo, mas respeita a opinião dos demais parlamentares que acham que a remuneração atual é justa. Gleisson disse, ainda, que na última reposição recebida pelos parlamentares ele abriu mão da sua parte para na prática firmar a sua posição.