Sem Segredo: opiniões divididas marcam discussão sobre passaporte vacinal em Passo Fundo
Como forma de prevenir as chances de contágio do coronavírus em determinados locais eou atividades, e também estimular que as pessoas completem a imunização contra a covid-19, muitas cidades estão adotando o “passaporte vacinal”. A medida porém, divide opiniões. Dos 10 maiores municípios do Rio Grande do Sul, quatro pretendem exigir o passaporte sanitário, ao menos para o ingresso em eventos e atividades públicas. Desta forma, só entra nos lugares quem comprova que se vacinou. Nesse contexto, o Sem Segredo do último sábado (11) perguntou: você é contra ou a favor do “passaporte vacinal” em Passo Fundo?
De acordo com o ex-secretário municipal de Saúde de Passo Fundo, Dr. Luiz Arthur Rosa Filho, o passaporte da vacina é uma alternativa para liberar mais precocemente eventos de grande porte, como congressos, por exemplo. Isso ajudaria a se retomar de forma mais rápida a economia, explica o Dr. Luiz. Acredita que os municípios devem experimentar para verificar se o passaporte surtirá efeito na redução da contaminação, pois ainda é cedo para avaliar se a prática funciona.
Para o médico Guilherme Krahl a vacinação é fundamental e deve ser respeitada, pois já ajudou a erradicar doenças e salvou milhões de vidas durante toda história. Em relação à obrigatoriedade do passaporte vacinal, uma instituição particular, que tem o poder de determinar sua gerência, pode colocar a regra que quiser, seja para o passaporte vacinal, desde que não implique em preconceitos e outros problemas. Porém, alguns direitos do cidadão não podem ser removidos em função dessa decisão, que é de liberdade de cada um.
Os ouvintes tiveram a opinião bastante diversificada sobre o tema. A grande maioria se mostrou a favor da vacina, mas quando se fala em exigência do passaporte vacinal, as avaliações variaram.