Sem Segredo: município gasta R$ 2 milhões por ano para reparos causados por vandalismo
O município de Passo Fundo destina cerca de R$ 2 milhões por ano para reparos de danos aos equipamentos públicos, causados pelo vandalismo e depredação. Uma equipe de nove profissionais trabalha todos os dias no conserto de alguma coisa que foi danificada, especialmente em uma das 58 praças existentes na cidade. Bancos de praças riscados ou quebrados, contêineres queimados, placas de trânsito destruídas e até mesmo as bicicletas compartilhadas abandonadas e danificadas estão na lista dos principais danos. O tema foi abordado no Programa Sem Segredo de sábado, com a participação do secretário de Transporte e Serviços Gerais Alexandre de Mello. Segundo ele, apesar da lista ser grande, nada se compara com o lixo que é descartado em local inadequado:
O Secretário de Segurança, João Darci Gonçalves da Rosa, disse que o vídeomonitoramento auxilia o município na identificação das pessoas que cometem este tipo de crime. Um caso resolvido a partir do sistema foi a queima de contâineres. A partir da identificação de um grupo de jovens, o caso foi levado à polícia e este tipo de depredação acabou reduzido. O município tem hoje 400 câmeras de vídeomonitoramento, ligadas a duas centrais e que estão funcionando. O crime de vandalismo prevê penas de 6 meses a quatro anos de prisão, mas para que os responsáveis sejam punidos é preciso ter a comprovação da denúncia, abrir inquérito policial, passar pelo Ministério Público e só a Justiça é quem vai definir a penalidade:
O secretário de Planejamento Giezi Schneider também participou do programa e mencionou que quando a população se apropria dos espaços públicos, ela passa a cuidar dos mesmos e não admitir depredação. Foi o que aconteceu no caso dos danos em bancos dos canteiros do parque linear da Avenida Brasil, por ação de skatistas. O município abriu diálogo com a associação dos skatistas e também tomou para si a responsabilidade de criar mais espaços para o grupo, sem que eles ocupem espaços inadequados.