Sem Segredo: maioria dos ouvintes pede prisão de envolvidos em mortes no trânsito e mais respeito dos usuários
Desde novembro de 2016 entraram em vigor novas mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que tornaram as leis mais rigorosas e multas mais caras para o motorista que cometer infrações. No entanto, elas parecem não sensibilizar motoristas que bebem e dirigem. Mas o que mais precisa ser feito para acabar com tragédias no trânsito?
Esse foi o tema do programa Sem Segredo do último sábado (17). Participaram do programa o chefe Operacional da 8ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, Lúcio Finkler, e Alisson Dozza, do grupo Ciclistas Vento do Sul.
Para a maioria dos ouvintes falta justiça em muitos casos e a prisão dos envolvidos. Eles acreditam que as punições não são aplicadas de maneira efetiva. Ainda, relataram que falta respeito por parte dos motoristas, pedestres e ciclistas.
O chefe Operacional da 8ª Delegacia da PRF, Lúcio Finkler explicou que ao longo dos anos os órgãos de segurança buscam reduzir as mortes no trânsito, aumentando o valor das multas e as punições.
Mas devido à dificuldade na aplicação das leis e o déficit de vagas carcerárias no Brasil, a sensação de impunidade faz com que os motoristas desrespeitem as leis. Para ele, a mudança de comportamento no trânsito só irá ocorrer com mais educação, fiscalização intensa e punições reais.
Para Alisson Dozza, representante do grupo Ciclistas Vento do Sul, não existe respeito no trânsito, há uma briga entre motoristas, pedestres e ciclistas. Citou como exemplo o caminhódromo e a ciclovia, onde ciclistas ocupam o lugar de pedestres e vice-versa e pessoas transitam de maneira inadequada para o local.
Salientou que hoje o uso da bicicleta é uma realidade em Passo Fundo, as pessoas as utilizam não somente para lazer, mas também para se locomover até o trabalho. Por isso, explicou que é preciso que cada um respeite o espaço do outro para evitar acidentes.