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Geral

Sem Segredo: maioria dos ouvintes não seriam voluntários numa guerra

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

A Rússia segue em guerra com a Ucrânia e os impactos deste conflito, tão distante, já chegaram também a Passo Fundo. Neste primeiro momento o que se viu foi uma disparada no preço da gasolina em todo o Brasil, mostrando que uma guerra entre dois países impacta na vida de todos. Enquanto mais de 2 milhões de pessoas já fugiram da Ucrânia desde o início dos ataques da Rússia, em 24 de fevereiro, voluntários de diferentes nacionalidades estão entrando no país para ajudar as forças de resistência, incluindo brasileiros.

Neste cenário, o programa Sem Segredo deste sábado (12) pergunta: o que leva uma pessoa a se voluntariar em uma guerra de outro país? Ezequiel Bueno dos Santos, que atuou no Exército Brasileiro por quatro anos, foi vigilante em empresa de transporte de valores e voluntário na Legião Estrangeira da França é um dos voluntários para lutar na guerra da Ucrânia. Conforme ele, o que o motivou ir para a Europa lutar na guerra é a discordância das ações tomadas pelo presidente da Rússia Vladmir Putin, que está atacando a população ucraniana. Segundo Ezequiel, os ataque são covarde e contra inocentes, desse modo ele quer ajudar as pessoas que estão passando por essa situação no país.

De acordo com o voluntário, por ser ex-militar ele tem conhecimento de guerra, tiro e combate. Ezequiel explica que os custos para ir para Europa serão bancados por ele mesmo. O voluntário está se organizando ainda, pois o valor para ir até o local é alto e precisa realizar a inscrição e regularização junto a embaixada da Ucrânia. Ezequiel relata que sente medo de ir para a guerra, mas que tem o dom militar, vocação e amor por operações militares.

O jornalista Álvaro Henkes, avalia que os brasileiros não conseguem nem resolver os próprios problemas, então ele não entende o que leva as pessoas a se voluntariar para lutar na guerra de outros país. Disse que o Brasil tem sua própria guerra contra a violência, fome e outros problemas que afetam a população. Ele questiona ainda que se fosse ao contrário e a guerra acontecesse aqui, se outros países viriam ajudar.

Para a maioria dos ouvintes, o Brasil tem muitos problemas para ser solucionado. Por isso, antes de pensar em se envolver ou se voluntariar para participar de um conflito, é necessário olhar para o próprio país. A maioria deles disseram que não participariam de uma guerra, no entanto um ouvinte afirmou que iria pra a Ucrânia, mas para prestar ajuda humanitária, não no combate.