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Educação

Sem Segredo: maioria dos ouvintes não deixariam filhos retornarem a escola em meio a pandemia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

As aulas na rede pública e privada estão suspensas no Rio Grande do Sul desde o dia 19 de março. O Governo do Estado apresentou nesta semana uma proposta de retomada gradual, baseada em cinco etapas, sendo que a primeira iniciará já a partir desta segunda-feira (1°), de forma remota, ou seja, pela internet.

A segunda etapa de retorno, que deve acontecer de forma presencial, com previsão de início em 15 de junho, com a volta de aulas do Ensino Superior, de pós-graduações e do Ensino Técnico Subsequente. A retomada será restrita ao estágio curricular obrigatório e às atividades práticas de ensino essenciais à conclusão de cursos, de pesquisa e em laboratórios. Além disso, cursos livres, profissionalizantes, de idiomas, de artes, pré-vestibulares e similares, também poderão retomar as aulas, com a obrigação de estarem adaptados às regras estabelecidas nos protocolos do Estado.

O futuro do ano letivo no Rio Grande do Sul vem gerando dúvidas e preocupações na comunidade em meio a pandemia do coronavírus, por isso, o Sem Segredo deste sábado (30) pergunta: você acha que esse é o momento de voltar as aulas no Rio Grande do Sul?

Participando do Sem Segredo do último sábado (30) o presidente do Sinepe-RS, Bruno Eizerik, relembrou que desde o dia 18 de março, quando houve a suspensão das aulas presenciais, a rede privado de ensino, tanto educação básica quanto do ensino superior, iniciou com aulas remotas, então, não houve paralisação nas atividades escolares com os alunos. O presidente destacou que, nesse mês de junho, as escolas continuaram trabalhando de forma remota, com pequenas exceções que são as partes práticas dos cursos técnicos e ensino superior, esses voltarão a partir do dia 15 de junho.

Questionado sobre a qualidade do ensino e o resultado com o aluno, explicou que quando retornar as aulas presenciais será feita uma avaliação com todos os alunos e, assim, verificar se houve lacuna no aprendizado. Contudo, o presidente ressaltou que as aulas presenciais só retornaram quando tiver segurança para os alunos e para a comunidade escolar.

Uma das questões mais questionadas pelos pais foi em relação ao valor das mensalidades, Eizerik, no entanto, explicou que o sindicato deu orientações individuais as escolas para que houvesse o dialogo entre as partes. O presidente acredita que a questão foi superada.

Ouça a entrevista com o presidente do Sinepe-RS, Bruno Eizerik:

 

Considerando a manifestação do Governador na última quarta-feira (27) da retomada gradual das atividades presenciais, quando possível, e da retomada remota no mês de junho, a coordenadora da 7ª CRE, Carine Weber, ressaltou que a metodologia organizada, para que na primeira quinzena de junho possa ser feito um processo de ambientação.

Carine destacou os próximos passos na retomada da rede estadual. De acordo com ela, inicialmente os professores vão, nos primeiros 15 dias, alcançar propostas para serem desenvolvidas sejam virtuais ou impressas. Ainda, os professores receberam de volta as atividades que os alunos fizeram no primeiro período.

Nem todos os alunos da rede pública tem acesso a um bom computar ou até mesmo internet, nesse sentido, Carine explicou que os alunos que têm os dispositivos, mas que não tem condições de acessar um pacote de dados, o Governo do Estado está com um encaminhamento, junto as operadoras de telefonia, para a contratação de pacotes de dados especifico para o acesso à plataforma Google para que eles possam realizar as atividades.

A coordenadora explicou que os alunos que não têm os equipamentos necessários e acesso à internet, Carine destacou que a escola entregará a esses alunos as mesmas atividades realizadas na plataforma Google, porém de forma impressa. E ressaltou que é obrigação do Estado alcançar todos esses alunos.

Ouça a entrevista com a coordenadora da 7ª CRE, Carine Weber:

Os ouvintes participaram pelo WhatsApp e também pelo telefone. Para a maioria dos ouvintes, os filhos não retornariam as aulas até que a pandemia passe, pois o perigo de contagio é eminente.

Ouvintes que atuam na área da educação também se posicionaram contra a volta às aulas, pois, de acordo com eles, não há como manter o distanciamento dentro de sala de aula. As crianças não conseguem ficar com a máscara por muito tempo e a aglomeração de pais quando chega em frente a escola também é grande.

Outros ouvintes também se posicionaram a favor da retomada das aulas de forma remota, pois assim, os alunos não perdem todo o ano letivo.

Ouça a fala dos ouvintes: