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Geral

Sem Segredo: ouvintes ficam divididos sobre a implementação da Escola Sem Partido

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O movimento Escola Sem Partido, contrário à “doutrinação ideológica” nas salas de aula brasileiras, existe há vários anos, mas foi em 2015 que ganhou força. O programa, entre outras medidas, prevê a neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado; o pluralismo de ideias no ambiente acadêmico e direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções. O tema foi debatido no programa Sem Segredo de sábado (17).

Os ouvintes ficaram divididos quanto a implementação da Escola Sem Partido, sendo contrários à doutrinação em sala de aula, mas afirmando que existem outros assuntos mais importantes a serem debatidos na educação, como a valorização dos professores.

O vereador Roberto Gabriel Toson (PSD) não considera o movimento Escola Sem Partido como algo polêmico e é favorável porque pensa que, de fato, existe uma doutrinação em salas de aula, mesmo sabendo que nem todos os professores fazem isso. Ele está preparando um projeto para apresentar na Câmara de Vereadores. Toson concorda que existem outros assuntos importantes a serem debatidos na área da educação, mas considera que um assunto não anula o outro. Afirmou que o projeto não é uma “lei de mordaça”, mas sim meramente informativo de tudo que já está assegurado na Constituição Federal. O vereador Toson frisou que é contra que apenas um lado seja exposto às pessoas em formação e que tem no professor uma de suas referências.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, Paulo Cesar Carbonari, a democracia abre espaço para todos os tipos de opiniões em qualquer ambiente, mas sempre mantendo o respeito e a tolerância com as divergências. Ele discorda da Escola Sem Partido porque acredita que a questão básica da sociedade em que vivemos é a pluralidade de opiniões, posições e partidos políticos. No entanto, Carbonari ressalta que isso não quer dizer que serão liberados posições autoritárias e intolerantes, que atentam à democracia. O presidente da comissão considera a escola um espaço de discussão democrática que não pode haver censura ou totalitarismo. Acredita que posições exageradas podem ser contidas com opiniões diversas e não repressão.