Sem Segredo: maioria dos ouvintes diz que tecnologia fez crianças perderem sentido de brincar e distanciou famílias
Nas últimas décadas as grandes mudanças tecnológicas pelas quais passamos fez com que muitas pessoas mudassem suas rotinas e principalmente as crianças seus comportamentos. O celular, tablet, computadores ficaram cada vez mais próximo de todos, fazendo parte do dia a dia das pessoas. Essas mudanças atingem todas as gerações, desde crianças até pessoas mais velhas, que tiveram que se adaptar. No entanto, as crianças foram as que mais modificaram suas rotinas, fazendo com que a tecnologia fosse algo inseparável de seu dia.
Por isso, o Sem Segredo especial do Dia das Crianças de sábado (12) perguntou: com crianças cada vez mais conectadas, consumistas e hiperativas, que adultos estamos criando para o futuro?
Participaram do programa a convidada especial, escritora e palestrante espírita, Célia Diniz, uma das protagonistas do filme “As mães de Chico Xavier”, e Paulo Eberhard, do Dias da Cruz.
A maioria dos ouvintes relatou que as crianças perderam nos últimos tempos o real sentindo de brincar. Destacaram o distanciamento que a tecnologia trouxe para as famílias. Além disso, disseram que a tecnologia faz com que as crianças quando adultas esqueçam da infância que tiveram.
Paulo Eberhard do Dias da Cruz destacou que as crianças precisam correr, brincar, gritar, subir em árvore, chutar bola e subir em árvore. Segundo Eberhard, até conflitos são necessários as crianças criarem para ter um status de maturação de uma experiência psicológica melhor.
Eberhard afirmou que não podemos demonizar a tecnologia porque a criança está sobre a administração dos pais. Explicou que o problema não é na criança, mas sim no adulto que fornece isso para elas. Ele destacou que pensadores dizem que vivemos tempos gloriosos na terra, pois o homem nunca desfrutou de tanta tecnologia e tantos avanços e isso é importante. No entanto, questionou os administradores da vida das crianças e que fornecem os equipamentos e fazem elas terem tanta dependência.
A palestrante Célia Diniz disse que o problema não está nas crianças, mas sim na educação que é dada para elas. Segundo Célia, a palavra infantil perdeu todo o significado, proveniente do latim, que significa aquele que não tem voz. Célia explicou que a sua geração foi criada sem voz, já a geração de seus filhos alguma voz tiveram e seus netos terão toda a voz do mundo, entendendo como voz o poder de decisão sobre a própria vida.
De acordo com a escritora, quando você dá poder para quem não tem maturidade para exercê-la acaba criando tiranos na politica ou “monstrinhos” dentro de casa. Ela destacou também que as crianças são tão inteligentes que talvez eles deem conta de superar as falhas da nossa educação.