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Cidade

Sem Segredo: maioria dos ouvintes defende criação de local para trabalho de senegaleses

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Na semana passada foram registrados dois casos envolvendo apreensão de mercadorias ilegais vendidas por senegaleses, inclusive com prisões. Os episódios trouxeram para o debate o comércio informal pelas ruas de Passo Fundo, principalmente realizado pelos imigrantes.

 

O assunto foi tema do programa Sem Segredo do último sábado (25), que contou com a participação do coordenador geral da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, Paulo Carbonari, e o coordenador de fiscalização e licenciamento do município, Jorge Pires.

 

A maioria dos ouvintes defendeu os senegaleses, destacando que eles apenas estão trabalhando para enviar dinheiro para seus familiares. Ouvintes sugeriram a criação de um espaço específico para os imigrantes realizarem as suas vendas.

 

O coordenador geral da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo, Paulo Carbonari, destacou que a cidade não possui políticas públicas para atender os imigrantes. Disse que é preciso chamar atenção do poder público para criar essas medidas.

 

Destacou que, com a crise, muitos senegaleses perderam seus empregos em outras áreas, como na construção civil, e a alternativa encontrada por muitos foi a venda de produtos pelas ruas.

 

O coordenador de fiscalização e licenciamento do município, Jorge Pires, explicou que todos os vendedores ambulantes são fiscalizados, não apenas os senegaleses. Ressaltou que a fiscalização ocorre de maneira sistemática e por meio de denúncias.

 

O apoio policial é solicitado quando há resistência por parte dos denunciados no momento de entregarem as mercadorias.