Sem Segredo: maioria dos ouvintes acredita que uma pessoa com 60 anos não deve ser considerada idosa
No Brasil, quem tem 60 anos é considerado idoso. Mas isso pode mudar. Há muitos, quando as pessoas viviam menos e a expectativa de vida era menor, a lei no Brasil definiu que quem chegava aos 60 anos de idade era considerada idoso. A partir dai as pessoas tinha uma série de direitos como, por exemplo, entrar pela porta da frente do ônibus ou estacionar em lugar prioritário. Mas o mundo foi mudando e a expectativa de vida das pessoas aumentou.
Diante desse cenário, o Congresso Nacional discute uma proposta que pode mudar a legislação e definir que uma pessoa com 60 anos não é mais considerado idosa. Nesse sentido, o Sem Segredo do último sábado (21) perguntou: você acha que uma pessoa com 60 anos deve ser considerada idosa?
Muitos ouvintes se manifestaram a respeito do tema, ligação, torpedo e WhatsApp. A maioria disse que uma pessoa com 60 anos não deve ser considerada idosa. Muitos disseram ter mais de 60 se considerar jovens de espírito e que a idade não os impede de fazer nenhuma atividade.
O supervisor e coordenador da Residência de Geriatria do HSVP e professor de medicina da UPF, Dr. Daniel Macolin, explicou que na geriatria a idade é dividia em quatro fatores: a idade cronológica, que é está associada ao tempo que a pessoa vive. A idade social definida pela obtenção de hábitos e status social, ou seja, aquela pessoa que está ativa na sociedade. Idade psicologia que diz respeito à relação que existe entre a idade cronológica e às capacidades psicológicas, tais como percepção, aprendizagem e memória. E por fim, a idade biológica que é um indicador do estado geral de saúde e mede o grau de envelhecimento do corpo.
Pela idade cronológica que foi determinado pela Organização Mundial da Saúde, uma pessoa de 60 anos é considerado idoso. Porém as pessoas estão vivendo mais e permanecem ativas na sociedade. Por isso, a ideia é que no Brasil possa ser considerado idoso uma pessoa a partir de 65 anos, como é nos países desenvolvidos da Europa.
A diretoria Executiva na Casa Santa Catarina e Presidente do Conselho Municipal do Idoso de Passo Fundo, Suayla Spiller Peruzzo, esclareceu que o envelhecimento humano engloba diferentes aspectos, tais como os que foram citados pelo Dr. Daniel Macolin, que vão além da faixa etária.
Conforme Suayla, leva-se em conta fatores sociais, culturais, econômicos e principalmente no local onde a pessoa está inserida. Se há partes no Brasil onde se oferece qualidade de vida como na Europa há outros lugares onde essa realidade está longe disso. Trabalhadores do campo e que não tem essa assistência tendem a envelhecer mais cedo e com maior intensidade. Por isso, para Suayla, essa diferença de 60 para 65 anos deve ser acompanhada.