Sem Segredo: maioria dos ouvintes acredita que infestação do mosquito da dengue será controlada se cada um fizer sua parte
O último levantamento do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) colocou a cidade em alerta. A pesquisa realizada pelos agentes de combate a endemias e pelos agentes comunitários de saúde resultou em 5,9%. Isso significa que a cada 100 casas visitadas, quase seis têm a presença do vetor. Este índice é preocupante, pois representa alto risco para epidemia de dengue, febre chikungunya e zika vírus. Os terrenos baldios, com lixo e mato ajudam na proliferação do mosquito Aedes aegypti em Passo Fundo. Mas a falta de cuidado na própria residência também contribui para que a cidade fique em sobreaviso quanto a proliferação de larvas.
Por isso, o Sem Segredo do último sábado (1º) perguntou o que a população está fazendo para ajudar a controlar a infestação do mosquito. Participaram do programa a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, e o vereador Patric Cavalcanti (DEM).
Para a maioria dos ouvintes, aumentou o número de infestação em Passo Fundo nos últimos tempos devido a falta de conscientização das pessoas. Acreditam que, para controlar a infestação do mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika, é preciso cada um fazer a sua parte. Ressaltaram que está tudo na consciência das pessoas, em manter seus ambientes limpos e sem água parada, fazendo com que ninguém saia prejudicado de alguma forma.
Para o vereador Patric Cavalcanti, o grande número de terrenos abandonados e infestações do mosquito Aedes aegypti em Passo Fundo deve-se a falta de informação. Ele declarou que as pessoas não estão tendo a sensibilidade de ligar para a Secretaria responsável pelo assunto para fazer denúncias. Ressaltou que a demanda no município é muito grande, fazendo com que as denúncias sejam colocadas em uma ordem específica, o que atrasa os atendimentos. No entanto, pediu para que a população não desista e sempre que precisar ligue e passe todas as informações possíveis.
O vereador disse ainda que é preciso fazer com que a legislação seja conhecida e que o Poder Público notifique os responsáveis. Acredita que falta uma grande campanha de conscientização para manter terrenos limpos, inclusive com coleta seletiva de lixo em Passo Fundo, o que seria um avanço muito grande.
A chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, declarou que a água parada é a maior preocupação do município atualmente. Segundo Ivânia, a população não vem mantendo terrenos e pátios limpos ou livres de água parada, fazendo com que doenças se proliferem em todas as classes sociais. A chefe do núcleo disse que tempos atrás as pessoas com nível socioeducativo maior tinham condições melhores em suas residências, algo que não é visto atualmente.
De acordo com ela, casas estruturadas e com piscina estão causando mais problemas do que casas simples, fazendo com que a preocupação da vigilância tome um novo rumo. Além disso, Ivânia também ressaltou a dificuldade no acesso em algumas casas. Ela acredita que os maiores motivos para isso são o medo de que seja algum criminoso ou até mesmo de ser notificado pela vigilância. Ivânia declarou que, a partir do momento que a pessoa não recebe o visitador para fiscalizar e ajudar nas orientações, acaba virando conivente com a situação atual de Passo Fundo.