Sem Segredo: maioria dos ouvintes acha que pedestres e motoristas não se comportam de forma adequada no trânsito de Passo Fundo
A Semana Nacional do Trânsito terminou oficialmente no último dia (25). Em Passo Fundo foram realizadas diversas atividades de conscientização em pontos diferentes da cidade. Uma delas foi o “sirenaço” em frente a Catedral Metropolitana em memória das vítimas do trânsito. Em todo o país, aproximadamente 35 mil pessoas morrem nas estradas e ruas por ano.
Em Passo Fundo, conforme dados do Núcleo de Educação para o Trânsito da Secretária de Segurança Pública, de janeiro a agosto deste ano houve uma redução de 50% no número de mortes e feridos em acidentes comparado ao mesmo período de 2017. Esse índice refere-se a área urbana. Parte do resultado se deve às campanhas difundidas dentro do município.
Por isso, o Sem Segredo deste sábado (29) perguntou como os ouvintes se comportam como pedestres e motoristas. Participaram do programa a chefe do Núcleo de Educação para o trânsito, Raquel Rúbio, e o socorrista Marcelo Fabra.
A maioria dos ouvintes acha que pedestres e motoristas não se comportam de forma adequada no trânsito de Passo Fundo. Segundo eles, o desrespeito na cidade é muito grande, com pessoas que acreditam estar sempre com a razão. Além disso, os ouvintes declararam que o celular vem atrapalhando muito o comportamento dos motoristas e pedestres, que prestam atenção no aparelho e esquecem o principal, que são as estradas.
A chefe do Núcleo de Educação para o trânsito, Raquel Rúbio, ressaltou os bons números registrados de redução de mortes e feridos em acidentes se comparado o período de janeiro e agosto deste ano com 2017.
Falando sobre a prestação de socorro às vítimas, Raquel declarou que a população em geral pode ajudar, mas de forma adequada. Segundo ela, o socorro pode ser feito através de isolamento do local, com galhos, pisca alerta, triângulo ou qualquer coisa que sinalize acidentes. Explicou que somente depois de isolar o local e ter ligado para órgãos de auxílio, como bombeiros e SAMU, pode-se imobilizar as vítimas e mantê-las calmas.
O socorrista Marcelo Fabra declarou que é muito importante falar sobre o trânsito e que muitos não notam a importância que este assunto e os profissionais por trás de resgates têm na sociedade. Contou que a vida de quem trabalha nesta profissão não é fácil, já que não existe rotina e nunca se sabe o que pode acontecer pela frente. Além disso, ressaltou que socorristas precisam ter psicológico forte em qualquer situação.
Fabra ainda pediu que populares que pretendem ajudar vítimas de acidentes, ao entrarem em contato com o socorro, deem todas as informações possíveis e com números e dados exatos.