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Saúde

Sem Segredo: maioria dos ouvintes acha que os pais devem ser punidos por não vacinarem os filhos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A queda nos índices de vacinação no país está trazendo de volta doenças erradicadas, como o sarampo e a poliomielite. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tinha se livrado do sarampo desde 2016 e da poliomielite desde 1990.

 

Em alerta, o governo Federal já prepara uma campanha nacional, de 6 a 31 de agosto, para a vacinação de crianças menores de cinco anos. Mas outras doenças como rubéola, varíola e difteria, todas com vacinas para prevenção disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), estão preocupando as autoridades sanitárias.

 

O tema foi debatido no programa Sem Segredo de sábado (14), com a participação do médico e pediatra Wilson Vieira Marques e da coordenadora do programa de Imunização da 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, Dinorá Fioravanso. 

 

Para a maioria dos ouvintes, os pais precisam ter mais consciência e responsabilidade com a saúde de seus filhos e devem ser punidos se não os vacinarem. Os ouvintes declararam que consultas a sites pouco confiáveis fazem com que alguns pais não consigam interpretar o que é real ou não e que apenas o médico é quem precisa ser ouvido nestes casos. Além disso, eles cobraram uma forte campanha de orientação, com dados mais precisos para pessoas que não têm acesso à informações corretas.

 

O médico e pediatra Wilson Vieira Marques lembrou que na recente campanha de vacinação da gripe, os grupos que mais deixaram de vacinar foram o das crianças e o das gestantes. Por outro lado, o grupo dos idosos foi o com a maior cobertura. Segundo Marques, isso mostra o grau de responsabilidade de cada um, já que crianças estão no domínio dos pais, que decidem vaciná-los ou não.

 

Marques afirmou que a maioria dos pais são jovens, procuram artigos e informações em redes sociais e isso pode atrapalhar, já que eles não vivenciaram as doenças mais antigas que os idosos conhecem. Sobre as gestantes, o médico declarou que a justificativa pode estar em uma intervenção não tão assídua do obstetra, já que ele monitora toda a gravidez, mas muitas vezes acaba dispensando tempo para estimular a vacinação e a importância dela.

 

A coordenadora Dinorá Fioravanso declarou que algumas gestantes têm ideia errada de que medicamentos causam efeitos colaterais na gravidez, então pensam que a vacina também não é necessária, mesmo com um calendário próprio para elas. Explicou que olhando o esquema vacinal anterior, as pessoas podem identificar qual vacina precisam e podem dirigir-se ao posto de saúde com a carteirinha.

 

A coordenadora lembrou que no Brasil muitos casos foram registrados no Amazonas e Rondônia, além de sete casos confirmados no Rio Grande do Sul. Ela explica que isso acontece com pessoas que, provavelmente, tiveram contato com outras em viagens para a Europa, por exemplo, onde há um surto de sarampo registrado.