Sem Segredo: maioria dos ouvintes acha que o feriado de Sete de Setembro deve ser visto como um momento para reflexão cívica
Atualmente as datas cívicas são pouco valorizadas no Brasil. Enquanto em outros países o dia da independência é uma festa, aqui a data quase passa em branco, embora pudesse ser um momento para reflexão. Com o passar dos anos e das décadas, já podemos perceber a perda do civismo e patriotismo, principalmente por parte dos jovens.
Por isso o Sem Segredo deste sábado (08) perguntou se os ouvintes veem o Sete de Setembro, Dia da Independência, como mais um feriado ou um momento para reflexão cívica. Participaram do programa o empresário e presidente do Instituto Histórico Regional, Fernando Miranda, Gilmar Teixeira Lopes da Liga de Defesa Nacional e Fausto Moraes, professor de Direito Constitucional da IMED.
Para a maioria dos ouvintes, o Sete de Setembro deveria ser visto como um momento para reflexão cívica. Afirmaram que antigamente se conhecia a cultura do país melhor do que atualmente. Declararam que o sentimento de nação como um todo está sendo deixado de lado no Brasil graças a políticos e partidos que separam as pessoas.
O empresário e presidente do Instituto Histórico Regional, Fernando Miranda, relembrou os tempos em que Passo Fundo tinha uma grande preparação e desfiles grandiosos tomando conta da Avenida Brasil. Declarou que são várias as fotografias da época, onde a população era muito incentivada pelas atrações da Semana da Pátria, marcando um período da história da cidade que não se repetiu. Miranda acredita que isso deve-se pela falta, ou pouco-caso, de como ocorreu o processo de independência no Brasil.
Para Gilmar Teixeira Lopes, da Liga de Defesa Nacional, é preciso resgatar cada vez mais um aspecto cultural visto durante a época em que existia a educação moral e cívica. De acordo com ele, muito é discutido sobre direitos e pouco sobre deveres. A ideia da Liga de Defesa Nacional de Passo Fundo é resgatar estes deveres e valores para a memória dos jovens desta geração.
Fausto Moraes, professor de Direito Constitucional da IMED, acredita que há um problema de identificação nacional na sociedade. De acordo com ele, isso decorre de fatores históricos, como a forma de colonização, com diversas culturas diferentes, sendo difícil encontrar uma própria do Brasil. O professor acredita ainda que nosso país não lutou para conquistar uma identidade com revolução em que se afirme a vontade do povo.