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Geral

Sem Segredo: inverno não elimina o mosquito contaminado pela dengue

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

O inverno, por mais rigoroso que seja, não é suficiente para eliminar o mosquito Aedes aegypti e, com isso, evitar a proliferação de doenças como a dengue. A afirmação foi feita pela chefe da Vigilância Ambiental de Passo Fundo, Ivânia Silvestrin, durante o Programa Sem Segredo, deste sábado. Com 47 casos confirmados de dengue autóctone, Passo Fundo vive uma situação preocupante porque esta é a primeira vez que se tem um número tão alto de pessoas que contraíram a doença dentro do próprio município. Por esta razão, é muito importante que cada pessoa faça a sua parte evitando água limpa parada em piscinas, tanques e caixas d´água e sempre limpar os recipientes com escova para retirar os ovos depositados no local. Estes ovos podem durar mais de 400 dias.

Sobre sintomas e medicação, a médica infectologista Vanessa Pimentel de Oliveira, explicou que ao ter febre alta repentina e dores musculares muito fortes, as pessoas devem procurar imediatamente o serviço de saúde para fazer o exame. Normalmente, os sintomas aparecem cinco dias depois da picada do mosquito e perduram por até 10 dias. Remédios como paracetamol, para aliviar as dores e reduzir a febre são os mais indicados. A dengue, segundo ela, tem sintomas mais fortes e perigosos em idosos, pessoas imunocomprometidas e crianças.

Número de agentes é menor do que o necessário

Membro do Conselho Municipal de Saúde de Passo Fundo, Neri Gomes, participou do programa por telefone e disse que vai sugerir à coordenação do conselho que discuta a possibilidade de acionar o Ministério Público para obrigar a prefeitura a contratar mais agentes de endemia. Segundo ele, Passo Fundo tem menos de 30% dos servidores necessários para atender a uma população superior a 200 mil habitantes.
São 28 agentes e dois supervisores de campo. As diretrizes nacionais preconizam um agente para cada mil imóveis. Como o município tem 100 mil imóveis, deveriam estar atuando cerca de 100 agentes. Para Neri Gomes, não tem como cobrar da população que faça a sua parte, se a prefeitura não tem o mínimo necessário de agentes para realizar o trabalho de conscientização.