Sem Segredo: Indicadores da criminalidade de 2023 ficaram fora da curva
Passo Fundo fechou o ano de 2023 com índices de criminalidade acima da média estadual. Um deles, o homicídio, chegou a aumentar 46% de 2022 para 2023. Foram 47 crimes contra a vida no ano passado. Os furtos também aumentaram, porém numa proporção menor. O Programa Sem Segredo de sábado ouviu o Comandante do CRPO-Planalto, Marco Antônio dos Santos Moraes, que até pouco tempo respondia pelo 3º RPMon. Segundo o comandante, a Brigada Militar tem atuado em todas as pontas para combater a criminalidade: vai do serviço de inteligência ao policiamento ostensivo, crimes contra o meio ambiente e a patrulha Maria da Penha. Para ele, o número de homicídios do ano passado saiu dos padrões por situações muito particulares, mas não tem relação com guerra de facções. Referem-se a briga entre familiares, vizinhos e por não pagamento de drogas.
O comandante disse que a Brigada Militar integra o RS Seguro, que reúne outras instituições da segurança e foca sua atuação a partir dos indicadores. Lembrou que quando entrou para a BM há mais de 30 anos, tinha 24 mil policiais e que hoje com 17 mil e o auxílio da tecnologia se faz um trabalho melhor e superior.
Atualmente, 70% das ligações que chegam no fim de semana no 190 dizem respeito a perturbação do sossego público violência doméstica.
Para o comandante, Passo Fundo não é uma cidade violenta e os indicadores de um ano não podem ser vistos de forma isolada. Ouça o que ele disse no programa:
O presidente da Câmara de Vereadores, Saul Spinelli, participou do programa enumerando as ações do Legislativo para reforçar a segurança no município. Está em andamento uma Frente Parlamentar da Segurança, no ano passado os vereadores destinaram quase R$ 1 milhão de emendas para esta área, incluindo a compra de mais câmeras de videomonitoramento e foi uma ação da Câmara que garantiu a designação de sete policiais civis para o município no último treinamento.
Mas, o vereador criticou a ineficiência do Estado quando o assunto é segurança. Para ele, o Estado é muito eficiente em cobrar impostos, mas na hora de retornar este recurso à população ele não é ágil. Também disse que se o investimento na criança iniciar cedo, com trabalho de assistência nas vilas periféricas, não seria necessário investir na outra ponta que é o combate à criminalidade: