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Tecnologia

Sem Segredo: Fim da checagem nas redes sociais é um retrocesso, dizem especialistas

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A decisão da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, de acabar com o programa interno de checagem, é um retrocesso na opinião dos advogados Augusto Fragomeni Olivaes e Vinícius Borges, convidados do programa Sem Segredo de sábado. Para Augusto Olivaes, esta decisão, mesmo abrangendo num primeiro momento só os Estados Unidos, é porta aberta para a propagação de crimes como homofobia, pedofilia e racismo. No Brasil, segundo ele, há leis para combater este tipo de crime ou responsabilizar quem propagar informações falsas, as chamadas fake news. Porém, o caminho da judicialização pode se estender e nem sempre é efetivo em relação a retirar do ar postagens com conteúdo falso, porque as empresas responsáveis, as chamadas big techs, não cumprem a determinação.

Para o professor da Atitus e pesquisador na área de proteção de dados e privacidade na Internet, Vinícius Borges, a Meta já estava reduzindo o programa de checagem em todo o mundo já há algum tempo. Isso foi visível no ano passado, durante o processo eleitoral no Brasil. Ele não tem dúvidas de que a decisão vai atingir o Brasil em breve e com mais força. Vinícius contesta a lógica criada de que a checagem era uma forma de censura. Ele explicou que a política de checagem usava profissionais de diversas áreas para levantar informações corretas a respeito de determinada publicação. E essa informação constava abaixo do conteúdo falso para alertar o usuário. A Meta retirava do ar se quisesse. O que vai acontecer sem a checagem de fatos é que as pessoas terão que buscar se a informação é falsa ou não, o que pode se transformar em um grande problema.