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Geral

SEM SEGREDO: Especialistas alertam para o vício em jogos eletrônicos de aposta

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

O vício em jogos eletrônicos e uso contínuo de redes sociais causam sérios prejuízos financeiros e de saúde para crianças, adolescentes e adultos. No programa Sem Segredo de sábado várias pessoas relataram o vício em jogos, problemas com os filhos e perdas financeiras significativas com o jogo chamado ‘Tigrinho”. Há casos de endividamente e tentativa de suicídio. O tema foi abordado pelo cientista da Computação Amilton Martins e pelo psicólogo Pablo Canal da Costa.
O professor Amilton chamou a atenção que este tipo de jogo é proibido no Brasil, no entanto, as empresas se instalam em outros países e oferecem o aplicativo para jogo fazendo com que ela ganhe as primeiras partidas, o que acaba incentivando a jogar cada vez mais em apostas mais altas e acaba perdendo tudo. Nesse jogo, disse o professor, nunca ninguém ganha, só perde.

O psicólogo Pablo Canal da Costa disse que a diferença entre os jogos que são pedagógicos ou de lazer e aqueles que nos viciam é o tempo de uso, que em excesso pode causar prejuízo escolar, familiar e de socialização. Ele recomenda disciplina e reforça que crianças até dois anos de idade não deveriam ter contato com telas e, na medida que elas crescem, os pais devem observar as recomendações de especialistas, limitando o uso para atividades pedagógicas e mesmo de entretenimento, mas respeitando o tempo de uso e a faixa etária prevista para os conteúdos.

Também disse que crianças e adolescentes menores de 13 anos não deveriam ter acesso a redes sociais, e após essa idade, de modo supervisionado, já que hoje as redes sociais são uma das principais responsáveis pelo agravamento da ansiedade, depressão e outros problemas do comportamento humano. Mas a questão, segundo ele não é proibir, mas prezar pelo uso adequado, buscando dar o exemplo.