Sem Segredo: É importante conversar sobre a finitude desde a infância
A morte é uma realidade que faz parte da experiência humana. Enfrentá-la pode ser um dos desafios mais difíceis da vida, tanto para quem parte quanto para aqueles que ficam. No entanto, falar dela é essencial para a organização pessoal e o entendimento da finitude. O Programa Sem Segredo de sábado debateu o tema com a psicóloga especialista nesta área, Ciomara Benincá e com o praticante de budismo Mário Vernes. Os dois concordam que é preciso tratar sobre a morte e o luto desde cedo com as crianças, para que elas compreendam que isso será natural no decorrer da vida e para que elas possam enfrentar sem traumas.
Para a psicóloga Ciomara Benincá, na tentativa de proteger as crianças de um sofrimento, não levando ela a um velório, por exemplo, pode ser mais traumático quando ela tiver que enfrentar esta situação, seja na perda de um parente próximo ou de um bichinho de estimação. Também destacou que quando temos um significado em nossas vidas, é bem mais fácil de trabalhar as finitudes que ocorrem em nossa jornada pessoal, como ele explica:
O luto, por sua vez, é o processo natural que ocorre após a perda de uma pessoa querida. Esse momento é marcado por sentimentos intensos de tristeza, confusão e, muitas vezes, pode nos paralisar e adoecer, mas é preciso viver esta doer, superá-la e seguir adiante, segundo destaca o praticante de budismo, Mário Vernes:
Os ouvintes participaram com opiniões variadas, mas a maioria com entendimento de que não precisamos ter medo da única certeza da vida, como a dona Maria que ligou para o programa e manifestou sua opinião ao vivo:
O Adelir Montanher, de 71 anos, do interior de Charrua, participou do programa e contou como superou o luto da esposa com acompanhamento psicológico: