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Geral

Sem Segredo: A saúde mental deve ser tratada de forma coletiva

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A cada Ano Novo as pessoas se sentem inspiradas a refletir sobre como foi o ano anterior e pensar naquilo que desejam de melhor para o ano que se inicia. Para alguns, esse processo é fácil e prazeroso, mas, para outros, olhar o passado pode trazer recordações nem sempre agradáveis e gerar ansiedade e depressão. A campanha Janeiro Branco vem para refletir e conscientizar sobre saúde mental.
O Brasil tem o terceiro pior índice de saúde mental dentro de um ranking com 64 países. Alguns grupos sociais no país sofrem mais o impacto da falta de saúde mental. O Sem Segredo de sábado tratou deste assunto com o médico psiquiatra Jorge Carrão e a psicóloga Marina Lazareto.
Para o médico Carrão, a saúde mental estar em viver o presente, se desconectar das tecnologias o máximo possível e dar atenção para sinais do corpo. Uma dor no estômago, na cabeça ou ansiedade que cheguem de repente merecem ser analisadas, primeiro por quem está sentido, depois por profissional da área.

A psicóloga Marina Lazareto chama a atenção para os grupos sociais que mais sofrem com saúde mental. LGBTQI+, pessoas pretas e de vulnerabilidade social estão no topo de quem apresenta problemas e, muitas vezes não tem acesso ao atendimento adequado. Também chama a atenção de que o Brasil é um dos países do mundo que mais produz doenças ligadas a saúde mental no trabalho e observa que o tema não deve ser tratado do ponto de vista individual, mas sim coletivo.