Sem restrição de circulação, número de contaminados por coronavírus seria maior, afirma secretária
Após praticamente três semanas em bandeira preta, Passo Fundo ainda registra números altos de novos casos, óbitos e hospitalizações por coronavírus. O grande volume de contaminados gera dúvidas a respeito dos impactos causados pelas restrições sanitárias orientadas pelo Governo do Rio Grande do Sul.
A secretária municipal de saúde de Passo Fundo, Dra. Cristine Pilati, explica que se as restrições não fossem aplicadas, o volume de casos seria ainda maior. Pontua que apesar das restrições não serem medidas milagrosas, são ações que contêm a evolução dos casos para que, principalmente, os hospitais consigam dar conta da demanda.
Conforme Pilati, o cenário atual dos hospitais sempre reflete três semanas anteriores. Isso porque os pacientes ficam mais tempo internados em leitos de UTI. O que se observa neste momento, segundo a secretária, é um platô, uma estabilidade. Se aumentando a fiscalização, há possibilidade que a partir do dia 22 não se note um aumento nos índices, mesmo com flexibilizações.
Dra. Cristine Pilati acredita que por mais uma ou duas semanas se manterá a estabilidade no número de casos ativos, com tendência de diminuição. Nos últimos 15 dias, segundo a secretária, houve menor procura por atendimento. No dia 1º de março, 245 consultas foram realizadas no CAIS Petrópolis. Enquanto no dia 14 de março, 115 atendimentos foram realizados. Para Cristine, há uma queda gradual, porém isso somente será refletido nos hospitais em duas a três semanas.