Sem contratação de operadores qualificados, operação do terminal de combustíveis contiua suspensa
Interditado há quase 15 dias, o terminal petrolífero administrado pela Ipiranga em Passo Fundo não tem previsão para ter sua operação retomada. Já existe uma decisão liminar liberando a retomada das atividades, desde que a Ipiranga, responsável pela administração do terminal, contrate operadores qualificado para o serviço de carregamento dos combustíveis.
O Ministério do Trabalho interditou o estabelecimento após constatar os riscos que os caminhoneiros corriam ao serem os responsáveis por carregar os caminhões, sem a devida qualificação e proteção.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas Líquidas do RS (Sindilíquida) afirma que a companhia prefere trazer combustíveis das bases de Cruz Alta ou Ijuí, gastando com o deslocamento, do que contratar os operadores.
De acordo com o presidente da entidade, Raul Stabel, já existe o risco de um desabastecimento, pois alguns postos estão tendo dificuldades de renovar os seus estoques de gasolina e diesel. Para ele, essa pode ser uma estratégia da Ipiranga para pressionar o poder judiciário a retirar a exigência da contratação de funcionários especializados.
O terminal petrolífero de Passo Fundo abastece 137 municípios do Rio Grande do Sul e 66 Santa Catarina.Em nota a Ipiranga informa que as exigências do poder judiciário são inexeqüíveis e que a operação de carregamento pelos motoristas é prática da indústria em todo o mundo e da mesma forma no Brasil, sendo amparada pela legislação federal, expressa e formalmente.