Sem Carnaval de Rua, prefeitura de Passo Fundo consegue investir em áreas prioritárias
Esse é um ano atípico para Passo Fundo, principalmente nesse período de festividades. Se o Carnaval de Rua não tivesse sido cancelado ele aconteceria hoje. Mas, por falta de interesse da iniciativa privada, que em razão da crise econômica, está mais cautelosa com os investimentos, os foliões ficaram sem o tradicional Carnaval de Rua.
Nos últimos dois anos, a festa é sustentada pela iniciativa privada. Antes, era Prefeitura Municipal que repassava um recurso de R$ 400 mil, dos cofres públicos, para as escolas de samba.
O secretário de Cultura, Pedro Almeida, explica que cada vez que o executivo municipal economiza em alguma área, como foi a do Carnaval, sobra para ele investir naquelas que são prioritárias.
Exemplo disso é que as verbas de 2014 e 2015, que já estavam garantidas para o Carnaval, foram utilizadas na compra de ares-condicionados para as escolas municipais e para melhorias no Centro de Referência de Saúde da Mulher.
Almeida conta que neste ano a prefeitura vai ter menos recursos para aplicar em todos os setores, em virtude da própria economia brasileira que está desacelerada.
Ele ressalta que é sempre difícil trabalhar com pouco recurso, mas, apesar de ser um agente cultural, entende que se a Prefeitura tiver que escolher uma área para investir primeiro, ela deve atender as prioridades da população, que são a Educação, a Saúde e a Segurança.