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País

Seguranças do Carrefour são despreparados e agressão não se justifica, diz instrutor

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Seguranças do Carrefour são despreparados e agressão não se justifica, diz instrutor a imagem mostra a agressão no Carrefour em Porto Alegre
Seguranças do Carrefour são despreparados e agressão não se justifica, diz instrutor

Na semana passada o Brasil acompanhou envergonhado a um ato bárbaro onde um homem negro foi agredido e morto por seguranças em um supermercado de Porto Alegre.

O homem foi levado para fora pelos seguranças após um desentendimento com uma funcionária do local. Porém, no ato da abordagem o homem teria dado um soco em um dos seguranças e estes o espancaram e depois, já no chão, ele acabou sufocado e morreu.

Fala-se em despreparo dos seguranças e a rede de supermercados Carrefour agora vai cobrar uma ação padrão para este tipo de caso não acabar em tragédia.

Sabe-se que o trabalho de segurança é delicado, mas como lidar com estas situações? Sobre o assunto, a Uirapuru conversou com o proprietário e diretor da Escola Interiorana – formação de vigilantes, Antônio Menezes da Rosa.

Conforme ele, existem muitas questões a serem respondidas em relação ao fato de Porto Alegre. De que forma o trabalho era realizado? Por qual empresa? A empresa era legalizada junto à Polícia Federal? Os vigilantes tem de fato treinamento?

Essas questões são essenciais para definir a culpa da empresa no ocorrido. De acordo com o diretor, a instrução de vigilante é definida por portaria da Polícia Federal, portanto em todo o Brasil a formação é a mesma.

Seguranças estavam despreparados

Conforme o instrutor, os seguranças do Carrefour estavam totalmente despreparados para a função. O uso da violência é o último passo no trabalho de garantir a segurança de todos.

De acordo com Menezes da Rosa, existem casos de vigilantes irregulares e isso precisa ser observado pelas empresas no momento de contratar um profissional.

Para trabalhar como segurança é necessário de 200 horas de aula e mais de 15 disciplinas, portanto, os vigilantes saem do curso extremamente preparados para atuar com responsabilidade.

No caso de Porto Alegre, o instrutor garante que nada justifica a morte de João Alberto Silveira Freitas. Os vigilantes possuem várias técnicas para imobilizar e algemar pessoas que estejam criando problemas, por isso a agressão é injustificável.