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Eleições

Segurança nas eleições: urnas eletrônicas não podem ser alteradas após lacradas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã de ontem, terça-feira (13), uma operação para desarticular uma quadrilha que prometia fraudar urnas eletrônicas nas eleições municipais deste ano.Duas pessoas foram presas em Brasília e uma em Xangri-lá, no Litoral Norte gaúcho. 

 

A denúncia partiu de um prefeito de um município da Região Metropolitana de Porto Alegre.Os suspeitos afirmavam que tinham contrato com uma empresa que atualiza o software das urnas eletrônicas e cobravam R$ 5 milhões para supostamente fraudar a eleição para prefeito e R$ 600 mil  para a de vereador. 

 

Após a ação, a PF informou ter constatado se tratar de um caso de estelionato, porque não há indícios de que os criminosos poderiam conseguir interferir nos equipamentos.Os presos serão indiciados pelos crimes de estelionato e organização criminosa. Mas será que de fato é possível fraudar as urnas ou ter acesso em algum momento?

 

 A Responsável pelo Cartório Eleitoral de Passo Fundo, Cristina Bohrer, explicou que não é possível interferir no sistema da urna eletrônica. Conforme ela, seis meses antes das eleições os programas são conferidos em uma reunião que tem a participação da OAB, Polícia Federal e até mesmo dos partidos políticos, mostrando que o aparelho não teve qualquer mudança.

 

Após é feito o lacre de cada urna, com um lacre assinado por um juiz. Após a chegada das urnas aos seus locais de votação um técnico terceirizado pode somente digitar a sessão da urna e atualizar data e hora, se necessário.