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Cidade

Secretário Estadual de Habitação afirma que caso do Edifício Gralha é injustiça e diz que solução pode sair em 90 dias

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Na tarde de ontem (06) uma audiência para tentar a conciliação do processo que trata sobre o Edifício Gralha, na Cohab I, foi realizada na Justiça Federal, em Passo Fundo. Estiveram presentes os moradores prejudicados, representantes da Caixa Econômica Federal, o secretário estadual de Habitação, José Stedille, representando o Estado e o vereador Saul Spinelli, que acompanha o caso.

O prédio foi interditado em 2016 pelo Corpo de Bombeiros e Prefeitura e, desde então, as dezesseis famílias, que habitavam o edifício, foram morar em peças emprestadas nas casas de familiares ou estão pagando aluguel. No processo, os moradores pedem indenização ao Estado e a Caixa Econômica Federal. Os dois laudos feitos no local mostram vicio de construção e a audiência, marcada pelo juiz federal Moacir Baggio, tentou uma conciliação entre as partes.

Falando na Uirapuru, o vereador Saul contou que na audiência ficou decidido uma suspensão do processo por 90 dias e um grupo de trabalho precisará apresentar, oficialmente, uma proposta para a solução do caso. A nova audiência ficou agendada para o dia 04 de fevereiro e caso as partes não apresentem um acordo, o Juiz Federal Moacir Baggio vai proferir a sentença.

O secretário estadual de Habitação, José Stedille, afirmou que o caso do edifício Gralha é uma extrema injustiça. A maioria dos moradores está com idade avançada, e todos eles compraram, pagaram o imóvel e estão sem um lugar para morar há três anos. Stedille garantiu que encontrará uma solução para o caso. Em 90 dias uma proposta de acordo será apresentada aos moradores.

O secretário afirmou que seria correto acionar a Caixa Econômica Federal na justiça e responsabilizá-la pelo problema, porém, segundo ele, isso demoraria anos, por conta dos recursos. O mais sensato a fazer, na opinião de Stedille, é entrar em acordo.