Secretário de Saúde avalia benefícios e desvantagens do teste de farmácia para HIV
O Brasil é modelo no combate à Aids por incorporar rapidamente tecnologias que são capazes até de negativar o vírus HIV. Nessa semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou o registro o primeiro autoteste para detectar exposição ao vírus da Aids que será vendido em farmácias e drogarias do Brasil.
O exame detecta a presença do anticorpo do vírus HIV a partir da coleta de gotas de sangue, e o resultado demora de 15 a 20 minutos para sair. A empresa fabricante do teste, informou que no momento estão sendo feitas as negociações com as redes de farmácias para a distribuição do produto, que deve estar disponível para o consumidor em cerca de 30 dias. O preço deve ficar entorno de R$ 50 a unidade.
O secretário municipal de Saúde, Luiz Artur Rosa Filho, disse que o exame nas farmácias é um avanço que consolida a lógica de que cada vez mais o cidadão vai ter acesso à informação e com isso poder antecipar o início do seu tratamento e evitar a contaminação para eventuais parceiros. Ele acredita que a democratização do exame é benéfica, mas também traz desvantagens.
O cidadão que descobrir que está com HIV não vai receber a orientação adequada de uma equipe especializada, como hoje acontece na rede pública de saúde. As unidades municipais de saúde já oferecem teste rápido, que identifica além do HIV, Sífilis e Hepatites B e C. O resultado fica pronto em 30 minutos.
Em Passo Fundo, os testes estão disponíveis há três anos, com o acompanhamento de profissionais capacitados para o aconselhamento pré-teste e pós-teste. Os últimos dados apontam que o município possui 850 pacientes vivendo com doença. Luiz Artur ressalta que as drogas qualificaram muito a atenção ao paciente com Aids, mas ela é uma doença e ainda exige do paciente um cuidado especial.