Se consultas aumentarem no Municipal, haverá necessidade de restruturação, afirma diretor
A decisão do Hospital São Vicente de Paulo de suspender os atendimentos de consultas no setor de Emergência da entidade, de certa forma pegou os órgãos responsáveis pelo controle de saúde de Passo Fundo de surpresa.
Ontem (16) a prefeitura realizou diversas reuniões, inclusive com o Ministério Público e a 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, para tratar de que forma serão absorvidas as demandas do São Vicente.
Em entrevista à Uirapuru, representando a Secretaria de Saúde, a enfermeira Caroline Gosh ressaltou que a prefeitura vem qualificando a rede, aumentando a sua estrutura e fazendo a contratação de profissionais da área da saúde para atender esse tipo de serviço.
Ressaltou que a população pode ficar tranquila porque as urgências e emergências dos hospitais continuarão abertas, o que muda com a posição do São Vicente é que as consultas médicas vão ser direcionadas às unidades de saúde do município, como ambulatórios, UBS, PSFs e CAIS.
Para tal, elas serão reforçadas. Quando o caso não for de urgência ou emergência, a orientação é para a comunidade procurar primeiro a unidade mais próxima da sua residência.
Com exceção dos Cais, que atendem até as 19h durante a semana e nos sábados pela manhã, as unidades de saúde de Passo Fundo funcionam de segunda a sexta-feira até as 17h. Fora desses horários os atendimentos terão de ser direcionados ou para o Hospital da Cidade ou ainda para o Hospital Municipal, que possui pronto atendimento adulto e pediátrico 24 horas.
O diretor do Hospital Municipal, Róger Borges, contou à Uirapuru que a entidade tem uma demanda diária de cerca de 150 atendimentos na Emergência. Se o volume aumentar, o hospital vai precisar se reestruturar, tanto de forma física, como no quadro de funcionários. Hoje o corpo clínico está completo. Borges ressaltou que a comunidade não ficará desassistida.