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Cidade

SAMU explica funcionamento da central em Porto Alegre e fatores que podem causar demora no atendimento

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Na manhã desta quinta-feira (02) um acidente de trânsito foi registrado no trevo do Sest/Senat em Passo Fundo. Na colisão, um motociclista ficou ferido e teve que aguardar por mais de 30 minutos o atendimento da ambulância. Muitos ouvintes questionaram a demora e criticaram o fato de a central de regulação do SAMU ser em Porto Alegre e não aqui na cidade. Além disso, a ambulância do Corpo de Bombeiros estava na oficina mecânica, o que acabou sobrecarregando o SAMU.

A reportagem da Rádio Uirapuru entrou em contato com a coordenação do SAMU Passo Fundo repassando esses questionamentos e críticas da comunidade. Conforme a coordenação, atualmente o SAMU conta com duas ambulâncias em operação: uma unidade de suporte básico e uma de suporte avançado.

Em relação a central de regulação do 192 ser em Porto Alegre, a coordenação afirma que não influencia no tempo de deslocamento para os resgates. A coordenação explica que a ligação cai na central onde um técnico de regulação médica atende e faz uma triagem básica, solicitando endereço, nome da pessoa e um apanhado geral do que está acontecendo. Após isso, a ligação é repassada para um médico que faz uma triagem mais minuciosa e técnica para entender a condição do paciente e definir qual das ambulâncias vai deslocar e se há a necessidade de encaminhar o resgate ou não.

A coordenação do SAMU destaca que está em andamento o projeto para que a central de regulação seja em Passo Fundo. Ainda faltam alguns detalhes como capacitar médicos para atender as ligações e operar o sistema. No entanto, a coordenação acredita que o tempo de atendimento não deve mudar muita coisa, pois o procedimento seguirá o mesmo protocolo de Porto Alegre. Além disso, outros fatores tem que ser levado em consideração para definir a demora no atendimento. Em alguns casos a ambulância está em outra ocorrência, o trânsito também é complicado e deve ser levado em consideração para definir o tempo do atendimento. De acordo com a coordenação, um deslocamento da base, no centro, até o Sest/Senat, por exemplo, leva cerca de 15 minutos.

Em contato com o Corpo de Bombeiros Militar, o comandante do 7º Batalhão, tenente-coronel Alessandro Vicente Bauer, informou que de fato a ambulância estava na oficina nesta quinta-feira. No entanto, a previsão é que durante a tarde mesmo o veículo ficasse pronto e de volta a operação, o que deve normalizar o serviço para o final de semana.