Salário Mínimo não é suficiente para comprar uma cesta básica em Passo Fundo
O trabalhador que recebe um salário mínimo no Brasil comprometeu em média, em janeiro de 2022, mais da metade (55,20%) do rendimento para comprar a cesta básica, mesmo com o reajuste de 10,18%, que elevou o piso nacional de R$ 1.100 para R$ 1.212, no começo deste ano.
Em Passo Fundo, de acordo com o boletim realizado pelo Centro de Pesquisa e Extensão (Cepeac) da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade de Passo Fundo (Feac/UPF), verificou-se que o valor dos produtos que compõem a cesta básica de uma família típica passo-fundense apresentou uma alta de 0,92% no mês de dezembro, quando comparado com os preços médios praticados no mês de novembro. Os dados locais apontam que, em novembro do ano passado, foram necessários R$ 1288,79 para a aquisição da cesta, ao passo que em dezembro o custo foi de R$ 1300,70, o que representa um acréscimo de R$ 11,91.
Partindo do ponto que o salário mínimo é de R$1.212, o valor da Cesta Básica em Passo Fundo é superior ao Salário Mínimo Nacional. A economista e professora de Economia da UPF, Cleide Moretto, explicou que os custos da Cesta Básica são diferentes em vários locais do Brasil e levem em conta as realidades de custos. Em Passo Fundo pesa muito o valor da carne, que no ano anterior subiu mais de 50%. Conforme Cleide, haverá um aumento nos produtos que compõe a Cesta local em breve, por conta da seca e seu impacto na produção. No entanto, por ser um ano eleitoral, são esperadas políticas de alívios nos impostos. Tais ações devem amenizar a alta dos produtos ainda neste ano, assim como está ocorrendo com os combustíveis