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Saidinha temporária serve como experiência de recuperação social, explica psiquiatra

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Saidinha temporária da prisão serve como experiência de recuperação social, explica psiquiatra
Saidinha temporária da prisão serve como experiência de recuperação social, explica psiquiatra

Suzane von Richthofen, condenada por matar os pais em 2002, Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabella Nardoni em 2008, e Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga em 2012, deixaram a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé (SP), para a chamada “saidinha” temporária.

Elas foram soltas quase que simultaneamente na manhã de ontem (14) e ficarão em liberdade até a próxima segunda-feira (20), quando devem voltar à unidade.

Segundo informações, o beneficio é concedido a presos que apresentam bom comportamento, já cumpriram uma parte da pena e estão no regime semiaberto. Ainda está prevista uma saída entre o Natal e Ano Novo.

Em entrevista na Uirapuru, o psiquiatra Carlos Hecktheuer destacou que não é possível afirmar que pessoas como elas, que cometeram crimes tão graves, conseguiram se recuperar enquanto estiveram privadas de liberdade. De acordo com ele, a recuperação na condição de assassina, voltando ao convívio em sociedade, não tem explicação, mas sim uma compreensão.

Nessa tentativa de entendimento, a saidinha serve como “experimento” e verificação se a pessoa pode ser recuperada de uma situação catastrófica emocionalmente. No entanto, Hecktheuer declarou que Suzane von Richthofen, Anna Carolina Jatobá e Elize Matsunaga tiveram formações de personalidades com graves falhas emocionais. Por isso, até mesmo para um profissional com anos de experiência é difícil afirmar que a saidinha serve como recuperação de um ser humano gravemente enfermo por uma conduta anterior.

O psiquiatra explicou que a reconstrução emocional de uma pessoa não é algo simples. É preciso trocar toda uma personalidade, solucionar problemas que vem desde o início da vida e isso não pode ser resolvido com a pura e simples privação de liberdade.