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Agricultura

RS não tem casos de praga que está afetando produção de citrus no Paraná e controle é rigoroso

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O estado do Paraná decretou situação de emergência fitossanitária para combater o greening, considerado como principal praga que afeta os citros no mundo. Apesar de não haver cura conhecida para a doença, a erradicação das plantas contaminadas e boas práticas de controle são alternativas recomendadas. De acordo com o governo paranaense, o objetivo do decreto é ter mais mobilidade, com possibilidade de agir com rapidez e efetividade para o controle da doença.

De acordo com a chefe da divisão de defesa sanitária vegetal do Estado, a engenheira agrônoma, Rita de Cássia Antochevis, o greening dos citros é uma praga relevante devido à severidade, rápida disseminação e dificuldades de controle. A doença afeta plantas de praticamente todas as espécies cítricas, como laranjas, bergamotas, limões e é transmitida pelo psilídeo asiático dos citros, uma espécie de inseto. A praga provoca a queda prematura dos frutos, que resulta em redução da produção e pode levar à morte precoce da fruta. Além disso, resulta na mudança do sabor, diminuindo a qualidade e o valor comercial, tanto para consumo in natura como para processamento industrial.

A agrônoma explica que o greening é uma bactéria que só é transmitida pelo inseto contaminado e é devastadora, podendo acabar com toda a citrucultura. Conforme Rita, existem produtos químicos para controle do inseto. No Rio Grande do Sul ainda não há a incidência muito grande desse inseto e as equipes da divisão sanitária vegetal monitoram constantemente a praga. A engenheira explica que o controle é rigoroso para evitar que a praga se espalhe para outras regiões. Frutas vindas de fora do estado não podem entrar no território se tiverem pedaços de caule, ramos ou folhas. Nestes casos a carga é barrada e retorna pro destino de origem.