Roubo de material radioativo na região revela mercado negro de materiais perigosos
Uma embalagem plástica de cor azul contendo “molibdênio-99”, material radioativo usado em equipamento para diagnósticos em medicina foi roubada, na madrugada da última terça-feira (19), na região.
O material saiu do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, com destino à Associação Hospital Caridade de Ijuí, no Rio Grande do Sul. O roubo ocorreu na BR-386, perto da cidade de Carazinho, por volta das 4h50min, segundo a Polícia Civil.
João Geraldo Martins de Souza, especialista em radiologia odontológica, explicou que o material só pode ser usado em exames, tendo uma vida útil de apenas 55 dias. A substância é manufaturada, não sendo encontrada nesta forma na natureza e após os 55 dias torna-se um metal inofensivo.
Para Souza o roubo pode estar relacionado ao mercado negro, onde profissionais compram informalmente este produto que , devido à sua escassez, está cada vez mais caro.
O produto libera pouca radiação, mas ao ser manuseado pode causar queimaduras e contaminações, assim como no solo e na água. A recomendação é nunca se aproximar ou manusear este tipo de produto.