Rodovias da região são consideradas rota do crime organizado
Hoje sendo o principal eixo logístico do MERCOSUL, a malha rodoviária de Passo Fundo, também é considerada rota do crime organizado. Conforme histórico da área da segurança, inúmeras quadrilhas já foram desarticuladas na região. Os números informam que o crime organizado esta, cada vez mais, atuante e abrange diversas ramificações.
Nos últimos anos, os assaltos a caminhões visando à carga, veículos com malotes e até mesmo carros, para realizaram ataques estão em alta no local. Os crimes são praticados quase sempre de forma violenta, com abordagem de surpresa, uso de armas de fogo e fuga em alta velocidade. Situações como estas, têm sido freqüentes, principalmente, em decorrência de ataque a caixas de banco e roubos a grandes empresas. De acordo com setores de inteligência, a cidade é a rota preferida de passagem e hospedagem de traficantes da região metropolitana e que atuam na região das Missões e em países como Argentina, Paraguai.
As ocorrências registradas demonstram que, hoje, a ERS-324 é uma das estradas mais utilizadas pelos quadrilheiros, prova disso são os assaltos realizados em cidades vizinhas. Confirmando, na última madrugada, após realizarem uma, verdadeira, limpeza em uma empresa de Casca, bandidos se acidentaram quando fugiam para o mato, no aguardo do resgate.
Outro fato de grande vulto é o assalto na cidade de Cotiporã, toda as ações desencadeadas, pelos órgãos de segurança, tiveram como ponto estratégico as rodovias de Passo Fundo. Tudo isso, favorecido pelas ligações de estradas vicinais, unindo às cidades da região as rodovias. O atendimento dos órgãos de segurança, a todos os trechos, é dificultado pela estrutura precária e ultrapassada.
Um levantamento realizado pelo Jornalismo da Rádio Uirapuru, registra que, atualmente, o déficit de efetivo entre as policias, Rodoviária Estadual, Brigada Militar, Polícia Civil e demais órgãos é de cerca de 330 policiais.