RS registra primeiro foco de gripe aviária em granja; contenção começa neste sábado
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta sexta-feira (16) o primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no Brasil. O caso foi registrado em um matrizeiro de aves no município de Montenegro, no Vale do Caí, no interior do Rio Grande do Sul.
De acordo com a Secretaria de Agricultura do Estado, o aviário abrigava cerca de 17 mil aves, todas mortas após a detecção do vírus. Com a confirmação, o Mapa declarou emergência zoossanitária no município.
Em nota oficial, o ministério reforçou que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos. “A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas)”, informa o comunicado.
Como medida de contenção, começa neste sábado (17) a instalação de sete barreiras sanitárias de desinfecção em estradas do interior de Montenegro. Os pontos de controle serão posicionados estrategicamente para tentar impedir a disseminação do vírus.
As barreiras têm como foco os veículos com maior potencial de contaminação, como caminhões que transportam animais vivos, ração ou leite. Esses veículos costumam circular por diferentes propriedades rurais e, por isso, representam risco elevado de propagação da doença.
O procedimento de desinfecção será realizado em estruturas montadas nas laterais das vias, onde os veículos serão desviados para limpeza dos rodados e das partes inferiores da carroceria com produtos específicos. Os produtos utilizados eliminam não apenas o vírus da gripe aviária H5N1, mas também outros agentes patogênicos.
Este é o primeiro caso de gripe aviária registrado em uma unidade comercial de produção de aves no país. Desde 2023, o Brasil havia identificado apenas focos da doença em aves silvestres. O governo federal mantém monitoramento e alerta em todas as regiões para conter novos casos.