Rio Grande do Sul pode aumentar exportações por causa da Gripe Aviária
O Brasil é um dos poucos países em que a gripe aviária não chegou. Sem focos, em janeiro as exportações aumentaram 14%, além da receita cambial. Hoje o Brasil é o segundo maior produtor e exportador de frangos do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
Se o país sair livre da doença, a estimativa é de que o Rio Grande do Sul, que tem uma parcela significativa da produção, seja beneficiado. A projeção é do presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal, Francisco Turra. Ele prevê que nesse ano o Estado possa repetir os bons resultados de 2005, quando o setor registrou um grande crescimento, exportou mais, e vendeu com um melhor preço.
Turra destaca que a Associação realizou uma intensa campanha junto às agroindústrias produtoras e exportadoras de carne de frango e empresas produtoras do setor ovos para evitar a chegada dos vírus no país. Turra ressalta que o produtor também tem que ter atenção no transporte dos das aves vivas e no frigorífico. Qualquer contato com um animal infectado pode disseminar o vírus.
O presidente Francisco Turra contou que as tratativas para a retomada das atividades da empresa Minuano em Passo Fundo estão bem avançadas. Na semana passada a Associação ofereceu a Minuano para um investidor paranaense. Ele lembra que a Frangosul só foi reaberta porque a JBS assumiu os trabalhos.
Turra destacou que a Minuano foi fechada em um momento de profunda crise no país, com escassez de milho e altos preços. Apesar de a crise ainda não ter passado, o setor está mais recuperado e acessível. Desde então, a Minuano foi uma das poucas empresas que não reabriram. Para Turra, a retomada da empresa significa emprego e efetividade de renda para as famílias.