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Estado

Rio Grande do Sul deve registrar quebra de até 80% na safra de pinhão em 2024

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Segundo a Emater, a produção gaúcha de pinhão será de cerca de 200 toneladas em 2024, o que representa uma quebra de até 80%. Em anos normais, o Rio Grande do Sul produz cerca de mil toneladas da semente que é parte da culinária gaúcha.

Conforme o engenheiro agrônomo da Emater regional de Passo Fundo, Ilvandro Barreto de Mello, a colheita do pinhão é uma atividade extrativista, porém não há cultivo. A reprodução das araucárias envolve um período de até dois anos e meio e, por isso, existe bastante diferença de uma safra para outra. O agrônomo relembra que nos últimos anos, o Rio Grande do Sul passou por muitos eventos climáticos, inicialmente com período de estiagem e depois com grandes volumes de chuva, o que atrapalha a reprodução das árvores.

De acordo com Mello, a produção de pinhão se concentra basicamente na metade norte do Estado, onde predomina a Mata Atlântica. O agrônomo explica que mesmo as árvores que estão carregadas de pinhas, a quantidade de pinhões em cada uma delas é menor que em outros anos. Sendo assim, o preço do pinhão deve ter um aumento considerável neste ano.

O engenheiro agrônomo destaca que o cenário preocupa tanto para o abastecimento comercial, quanto com a fauna silvestre que se alimenta dos pinhões neste período do ano.