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Geral

Rio Grande do Sul decreta emergência em saúde pública diante do aumento de internações por doenças respiratórias

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

O Rio Grande do Sul decretou estado de emergência em saúde pública para enfrentar o aumento de internações por síndrome respiratória aguda grave, cenário que se intensifica com a chegada do outono e do inverno. A medida já está em vigor e vale para todo o território gaúcho. A decisão foi tomada com base em indicadores que apontam crescimento na circulação de vírus respiratórios, o que tem pressionado os serviços de saúde, principalmente na rede pediátrica. Há aumento nas filas de espera em emergências e risco de sobrecarga no sistema público.

Com o decreto, o Estado busca ampliar o apoio financeiro à rede hospitalar e viabilizar a habilitação de novos leitos, especialmente de UTI, junto ao Ministério da Saúde. Durante o período de emergência, hospitais que atendem pelo SUS deverão priorizar a ampliação de leitos clínicos com suporte ventilatório e de terapia intensiva para pacientes com quadros respiratórios graves.

Também estão previstos incentivos financeiros para os leitos, com complemento de recursos estaduais aos valores repassados pela União, como forma de garantir maior sustentabilidade aos hospitais e ampliar a capacidade de atendimento. A Secretaria Estadual da Saúde será responsável por coordenar as ações, podendo definir medidas complementares para garantir resposta rápida do sistema. Os municípios também poderão adotar estratégias conforme a realidade local.

O decreto tem validade inicial de 120 dias e pode ser prorrogado. Como parte das ações para o período mais frio do ano, o governo estadual já havia anunciado a ampliação da rede hospitalar com a previsão de abertura de 1.478 novos leitos em todo o Estado, entre clínicos e de UTI, para adultos e crianças.

Além disso, houve repasse de recursos aos municípios para reforço da atenção básica, incluindo ampliação de horários nas unidades de saúde, atendimento aos finais de semana, contratação de profissionais, reforço de insumos e intensificação da vacinação.

 

*Informações O Sul