Rio Atmosférico está a caminho e Estado terá nova sequência de dias chuvosos
Embora o fenômeno El Niño esteja ausente, efeitos ainda estão sendo sentidos no aspecto da chuva no Estado. O mês de junho, até o momento, não teve chuvas em Passo Fundo, mas este cenário deve mudar no próximo final de semana, quando chega mais uma frente fria trazendo um longo período de chuva. Este período chuvoso é visto com preocupação pelos meteorologistas. A MetSul Meteorologia, uma referência neste setor e que trouxe o primeiro alerta de chuva extrema, antes da catástrofe de maio, informa a chegada de um novo fenômeno chamado “rio atmosférico” a partir do final de semana no Estado.
A MetSul diz que “este rio voador” transporá grande quantidade de umidade da região amazônica e também do Atlântico Tropical, que está superaquecido, pelo interior do continente, até as latitudes do Sul do Brasil, recurvando para Leste justamente sobre o Rio Grande do Sul”. É destacado pela MetSul que “como o ar quente tropical avança junto para Sul, forma-se uma combinação de umidade abundante com atmosfera aquecida, o que trará áreas de instabilidade com chuva forte e risco de temporais isolados em parte do estado no fim de semana e no começo da semana que vem.”.
Este sistema de chuvas será seguido por outro semelhante nos dias 22 e 23, o que tornará a chuva frequente para além desta data, fechando mais de uma semana de instabilidade. A Uirapuru conversou com o analista do laboratório de meteorologia da Embrapa, Aldemir Pasinato, o qual explicou que a chuva chega pelo Sul, cobrindo todo o Estado de sábado para domingo. Regiões centrais, sul e metropolitana podem ter mais de 130 milímetros no final de semana.
Passo Fundo já terá alguma chuva no sábado a noite, mas o domingo será chuvoso, com os maiores volumes ocorrendo até a segunda-feira na cidade, onde são esperados acumulados de até 80mm somando o domingo e a segunda-feira. Devido ao choque do ar quente com uma frente fria há a possibilidade de vento e temporais entre domingo e segunda-feira. Pasinato destacou que a massa de ar quente e seco que atua no centro do país vai influenciar a chuva no Estado por vários dias por causar um bloqueio atmosférico. É este bloqueio que preocupa pela chuva ser frequente em um momento onde o solo sofreu com as enchentes de maio.