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Economia

Revisão da vida toda não é vantagem para todos, explica especialista

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
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O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou na última semana a revisão da vida toda para os aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).  Desta forma, a partir de agora os segurados terão o direito de requerer na Justiça a inclusão de todas as contribuições previdenciárias, mesmo aquelas anteriores a julho de 1994.  O objetivo da revisão da vida toda é incluir no cálculo da aposentadoria todos os períodos de contribuições no INSS.

 

 

Até a criação da Reforma da Previdência, em novembro de 2019, a revisão das contribuições era permitida somente para o cálculo da aposentadoria de trabalhadores após o mês de julho de 1994, início do Plano Real.  Agora é possível fazer a revisão então para todo o período.  Na teoria uma revisão pode trazer aumento na aposentadoria do segurado.  No entanto, o especialista em previdência Social Fernando Rigon alerta que a vantagem não se aplica para todos.

 

 

Em entrevista na Uirapuru ele explicou que a revisão da vida toda sempre foi contrariada pelo governo sobre alegação de que traria um rombo nas contas públicas.  Agora o STF abre o caminho para os processos. Conforme o especialista é preciso realizar uma análise individual para cada segurado do INSS e calcular se a revisão trará ou não benefícios.  Isso porque, um cálculo da vida toda, pode trazer uma média mais alta, ou baixa.  Revelou que de todos os processos que já analisou em Passo Fundo, apenas três trouxeram vantagem ao segurado. Desta forma reiterou a importância de um cálculo individual, que pode ser feito por um profissional da área.