Reunião na segunda-feira (03) entre sindicato e governo federal deve definir futuro da greve no IFFsul
Os servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul) de Passo Fundo aderiram à greve nacional pela educação. A paralisação teve início ainda no dia 15 de abril e segue em andamento. A unidade conta com 63 professores e 48 técnicos administrativos.
Além de Passo Fundo, há registro de paralisação do IFSul Sertão, Vacaria, Ibirubá, Erechim, Santa Vitória do Palmar, São Lourenço do Sul e Rio Grande e Santo Antônio da Patrulha. O campus do IFSul Passo Fundo atende a 1.780 alunos, entre cursos presenciais e à distância, técnicos, graduação, especialização, pós-graduação e mestrado profissional.
Conforme o diretor do Campus IFSul de Passo Fundo, Lucas Vanini, a greve é a nível nacional e organizada pelo sindicato que representa os professores e servidores dos institutos. Entre as reinvidicações estão reajustes salariais. A categoria afirma que os pagamentos dos professores e dos técnicos estão defasados há anos.
Além disso, a categoria reivindica a reestruturação das carreiras de técnicos e docentes, recomposição do orçamento dos IFs e ampliação dos programas de assistência oferecidos aos alunos, como auxílios transporte, alimentação, moradia e material escolar, que não são reajustados desde 2016.
De acordo com o diretor Lucas Vanini, está marcada para a próxima segunda-feira (03) uma reunião entre o sindicato que representa os grevistas e o governo federal para tentar chegar a um acordo. Caso o encontro seja positivo, a greve poderá ser encerrada. Quanto as aulas paralisadas, uma das principais preocupações dos alunos, o diretor explica que quando as atividades forem retomadas, um novo calendário acadêmico será discutido para a recuperação dos dias letivos parados.