Responsável pela estação rodoviária admite necessidade de melhorias mas defende permanência no mesmo local
Conforme Jabs Paim Bandeira, da Paim Bordignon, que é a atual responsável pela Estação Rodoviária de Passo Fundo sua meta é ampliar os serviços prestados, mantendo o estabelecimento no mesmo local, qualificando a estrutura física do prédio.
De acordo com o empresário, a ideia é tornar o estabelecimento mais agradável para os passageiros. Entre as melhorias estão a instalação de ar condicionado para climatizar todo o prédio, biblioteca para disponibilizar revistas, jornais e livros promover a cidade como Capital Nacional e Estadual da Literatura, reforma da área de embarque e desembarque, estacionamento gratuito e melhorar o conforto para os usuários.
Conforme Jabs na licitação que entrou, e que está suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), destaca essas melhorias. Entende que os passageiros precisam estar num local ainda mais agradável”, destacou.
Jabs diz que atualmente a parte estrutural do prédio comporta o movimento de passageiros e de ônibus, que tem reduzido ao longo dos anos. O espaço físico cumpre a demanda atual. Entre os pontos positivos da Rodoviária, o empresário destaca a rede de internet grátis wi-fi, banheiros de primeira linha, funcionários qualificados e duas lancherias, sendo uma funcionando às 24hs do dia.
Diz que a estação rodoviária sempre foi muito bem avaliada pelo Daer e pela Agergs. Um ponto que vem gerando mais polêmica diz respeito a localização da Estação Rodoviária de Passo Fundo. A proposta da empresa concorrente na licitação é transferi-la para a saída para Carazinho, na ERS 324. Segundo Jabs Paim Bandeira, tirar a Rodoviária do centro da cidade é penalizar os passo-fundenses.
Cita que já havia apresentado para a administração anterior uma proposta para desviar o tráfego dos ônibus para as perimetrais, desafogando o trânsito da Avenida Brasil. Reapresentou a sugestão para o atual prefeito Luciano Azevedo. Os coletivos seriam desviados para as perimetrais. Pela Rua Duque de Caxias acessariam os ônibus que vão para Soledade, Carazinho e Porto Alegre, por exemplo.
Já para os ônibus com destino para Lagoa Vermelha, Erechim poderão utilizar o Bairro Petrópolis, sem interferir no trânsito da Avenida Brasil”, revelou. O empresário cita que possui uma área de 5 hectares ao lado do Caixeiral Campestre, na perimetral da ERS 324 e que poderia transferir a Rodoviária para esse terreno mas o usuário seria penalizado na opinião de Jabs.
Um taxi iria custar no mínimo R$ 20 ou R$ 25 e o transporte coletivo não está preparado para atender essa demanda. Admite que a rodoviária precisa de melhorias e diz que fará isso. O atual contrato com o Daer e que mantém a empresa Paim Bordignon como concessionária tem prazo de validade até 2014. Como a licitação foi suspensa pelo TCE, por erros no edital que prejudicaram a concorrência entre as empresa que disputam o certame, não há como implementar alterações previstas sem que esse processo esteja finalizado.
“Sou de Passo Fundo, me formei advogado, fiz carreira e sou bem sucedido. Fui vereador sem salário, presidente da associação comercial, responsável pela criação da encenação da Batalha do Pulador e tenho contribuído para o desenvolvimento da cidade”, disse Jabs. “Vamos seguir lutando até onde nossas forças resistirem para manter a Rodoviária onde está e ainda melhor”, finalizou.