Representante dos senegaleses afirma: ambulantes querem emprego fixo na cidade, mas precisam de orientações e ajuda
Na última semana três senegaleses foram presos por comércio ilegal em Passo Fundo. Os presos vão responder por falsificação, contrabando e organização criminosa. Os senegaleses foram avisados há alguns meses sobre os riscos da venda ilegal nas ruas, alertados também para a prisão.
Falando pelos senegaleses na cidade, Abu Ba, participou da programação da Uirapuru na tarde de ontem (14), dando o ponto de vista dos imigrantes na cidade sobre este problema. Conforme Abu, os senegaleses entendem as leis, mas cobram que ela seja cumprida por todos. Afirmou que todos os produtos revendidos nas ruas são comprados em São Paulo, não sendo os senegaleses que realizam qualquer contrabando, muito menos organizam uma associação criminosa.
Conforme Abu, o investimento que cada senegalês faz na compra dos produtos é muito baixo, menor às vezes que comerciantes da cidade que compram o material no mesmo lugar em São Paulo. O dinheiro conseguido nas vendas fica em sua maioria na cidade, nos aluguéis e outros gastos, enquanto uma parte vai para as famílias que ficaram no Senegal.
Abu afirmou que o grupo nas ruas é pequeno, cerca de 30 senegaleses em um universo de 250 que estão na cidade. Este grupo não tem opção para sobreviver, quer trabalhar, mas o município não oferece uma central de orientação para eles se candidatarem às vagas nas empresas da cidade. Afirmou que estão à própria sorte e até o momento nenhuma medida para ajudar este grupo a sair das vendas ambulantes foi tomada pelo município.