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Geral

Reportagem da Uirapuru gera pedido de intervenção da Corregedoria da SUSEPE no Presídio Regional de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A reportagem que demonstrou o uso livre de celulares e drogas no interior do presídio regional de Passo Fundo gerou um pedido de intervenção da corregedoria da Superintendência de Serviços Penitenciários. A informação foi confirmada pelo Delegado Penitenciário Regional, José Frighetto. Ele comentou sobre a matéria veiculada na rádio e no site da Uirapuru, e no Jornal Troca Troca, que revela o dia a dia da detenção.

 

Segundo Frighetto, esses problemas noticiados pela Uirapuru são enfrentados diariamente no presídio. O delegado afirma que a casa prisional já passou por momentos piores, mas nos últimos anos melhorou muito. Desde 2011, o presídio não registra motins nem rebeliões e o número de fugas do regime fechado diminui em torno de 85 por cento.

 

José Frighetto lembra ainda que está aberto edital para o concurso para agente penitenciário. São mil e 400 vagas para o estado e Passo Fundo será contemplada com grande número de novos servidores, conforme explicou o delegado penitenciário. Frighetto explica que para resolver o problema da detenção no município seria necessário concluir a nova casa prisional e tirar a penitenciária do local em que está, no bairro São Luiz Gonzaga.

 

Em relação aos agentes penitenciários, Frighetto afirma que os servidores são heróis por desenvolver seu trabalho no número em que estão. Segundo o delegado, são apreensões diárias de drogas e celulares, mas é difícil dar conta pois os arremessos desses objetos para o interior do presídio estão se tornando cada vez mais freqüentes. José Frighetto revela que não descarta que os celulares e as drogas possam entrar com conivência por parte de algum agente, mas não admite que se afirme isso sem comprovação. Para tentar resolver o problema mostrado pela reportagem da Uirapuru, a delegacia penitenciária já pediu a intervenção da corregedoria da Susepe.

 

Já o promotor criminal do Ministério Público, Marcelo Pires, afirma ser estarrecedora a demora e omissão do governo do estado na hora de investir na segurança pública e no sistema penitenciário. Ele afirma que por diversas vezes o MP já demonstrou a necessidade de investimentos, mas o que ocorreram foram apenas medidas paliativas, com remendos na estrutura do presídio e sem qualificação dos servidores.

 

Pires revela que não há como responsabilizar os governantes que passaram pela chefia do executivo estadual, pois essa é uma competência do chefe do Ministério Público, e não dos promotores do interior. Marcelo Pires destaca que muitas vezes esse trabalho também é difícil, pois o governador toma conta de todos os municípios do estado e delega a responsabilidade para um secretário, que por sua vez delega ao seu funcionário e nada sai do papel. Assim, a responsabilidade se esvai e se torna muito difícil que alguém responda pela falta de iniciativa do governo.

 

O que o promotor criminal frisa é que nem o sistema nem a lei estão falidos. O que não funciona, segundo ele, é o gestor público que não sabe administrar.