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Geral

Renda média em Passo Fundo segue tendência do Estado e chega a 3,6 mil reais; diferença entre homens e mulheres permanece entre 15% e 20%

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta semana o salário médio dos brasileiros em 2024.  O cálculo dos valores é feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, que analisa informações sobre os rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes de renda da população.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o diretor do IBGE de Passo Fundo, Jorge Bilhar, destacou que a cidade segue a tendência do estado do Rio Grande do Sul, e apresenta uma média salarial em torno de 3,6 mil reais por família. No Brasil, a renda média considerando todos os trabalhos das pessoas ocupadas é de 3.208 reais.  Segundo Bilhar, parte desse resultado está relacionada ao aumento das atividades extras realizadas pelas famílias.  Ele explica que o IBGE considera o trabalho principal e também outras ocupações exercidas no domicílio.

Muitas pessoas complementam a renda atuando como motoristas de aplicativo fora do horário de trabalho formal, enquanto outras desenvolvem atividades como a produção de doces ou pequenos serviços que ajudam a reforçar o orçamento mensal. Bilhar também aponta que o retorno de pessoas com 60 anos ou mais ao mercado de trabalho tem contribuído para elevar a renda nas famílias.  Embora nem todos consigam voltar devido a questões de saúde, houve um crescimento expressivo no trabalho por conta própria, que aumentou 25%, tendência também observada em Passo Fundo.

Ele ressalta ainda que a chegada de novas empresas ao município aumenta a absorção de mão de obra local, fortalecendo o poder aquisitivo da população.  Apesar desse avanço, a desigualdade salarial entre homens e mulheres permanece. / A diferença varia de 15% a 20%, dependendo da atividade e do cargo ocupado.  Funções de chefia, confiança e áreas técnicas costumam ampliar essa distância. Bilhar explica que não existe uma média única para essa diferença, porque os valores mudam conforme o setor, o nível de especialização e a função exercida.

A escolaridade continua sendo um fator decisivo para ampliar salários.  O diretor ressalta que o ensino superior gera impactos importantes tanto no setor privado quanto no público./Em concursos, por exemplo, cargos de nível superior oferecem remunerações significativamente maiores.  No mercado de trabalho em geral, empresas priorizam profissionais mais qualificados para funções administrativas, gerenciais e estratégicas, o que reforça a importância da formação.