Relendo Passo Fundo promove atividades
O projeto “Relendo Passo Fundo”, realizado pelo projeto de extensão VivA!emau – Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Passo Fundo (UPF), promove neste sábado, 26 de novembro, uma edição especial chamada “Relendinho”. A convite da Escola St. Patrick, o VivA!emau fará um percurso menor, desde a escola até a Catedral, na Praça Marechal Floriano, percorrendo espaços e apresentando a história de alguns prédios. Já no dia 03 de dezembro acontece o Capítulo III “Relendo Passo Fundo” com a realização de percursos urbanos pela cidade.
O “Relendo Passo Fundo” é um evento que pretende desenvolver a construção de relações entre as pessoas e a cidade através de Percursos Urbanos guiados por meio de espaços e edificações de caráter histórico ou de interesse arquitetônico, sendo de livre adesão à comunidade em geral. As edições anteriores, ocorridas nos dias 28 de maio, o Capítulo I, e 2 de julho, Capítulo II, percorreram um total de 40 pontos. Nas datas anteriores, o evento contou com a colaboração dos alunos da disciplina de Teoria e História do Urbanismo II do curso de Arquitetura e Urbanismo, que selecionaram, pesquisaram e discorreram sobre os pontos visitados.
O próximo evento – Relendo Passo Fundo Capítulo III – ocorrerá no dia 3 de dezembro, com saída prevista para às 8h em frente à Catedral, na Praça Marechal Floriano, e será organizado diretamente pelos alunos e professores voluntários do projeto de extensão VivA!emau. Como nas outras ocasiões, haverá um grupo responsável pelo registro fotográfico dos pontos visitados e do próprio evento, bem como o grupo Urban Sketchers, que estará em um dos pontos do percurso registrando, em croqui à mão livre, cenas da cidade.
O objetivo geral do evento é promover a valorização dos espaços de significação histórica e arquitetônica, a compreensão das relações que se estabelecem a partir dos mesmos com o contexto onde se inscrevem ontem e hoje, e a importância de sua preservação. “Para alguns autores é possível decifrar, através dos registros inscritos sobre esta cidade, como seus bens culturais, um verdadeiro texto urbano, que ‘conta’ sobre os discursos, vivências e posições estéticas dos diferentes períodos. Ler, ou reler, a cidade significa buscar compreender esta sobreposição de processos e resgatar significados da realidade, dando um sentido ao mundo e ao lugar que ocupamos nele”, comentou a coordenadora do VivA!Emau, professora Carla Portal Vasconcellos.
São parceiros do VivA!Emau, o Laboratório de Áudio e Vídeo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (Lavau/Fear) da UPF, bem como órgãos da Prefeitura Municipal de Passo Fundo, Brigada Militar, empresas, proprietários de alguns dos imóveis históricos, egressos, acadêmicos e professores de diferentes cursos da Universidade.
Relendinho
No dia 26 de novembro pela manhã, a convite da Escola St. Patrick, o VivA!Emau estará realizando um ‘Relendinho’, um percurso menor, desde a escola até a Catedral, Praça Mal. Floriano, percorrendo espaços e apresentando a história de alguns prédios. A turma que irá realizar este passeio iniciou um trabalho de desenho à mão livre orientado pelos voluntários do VivA!Emau.
A experiência com crianças é inédita. De acordo com os integrantes do projeto, existe uma grande expectativa de que essa atividade possa contribuir para ampliar e favorecer a relação deles com o espaço, com a cidade, criando uma perspectiva muito mais próxima com a história, no sentido de uma conscientização acerca da importância dos espaços públicos e da preservação do patrimônio, da memória e de seus registros.
Objetivos do projeto:
– Oportunizar a reflexão crítica sobre os processos engendrados no crescimento das cidades;
– Ponderar sobre a responsabilidade da atuação do profissional de arquitetura e urbanismo nos resultados colhidos pelo coletivo, através dos espaços urbanos, mas também visualizar a importância da sociedade como um todo neste processo;
– Ao incorporar duas diferentes formas de registro, desenho à mão livre e fotografia, o “Relendo Passo Fundo” pretende documentar a inserção atual destes espaços, valorizar as expressões artísticas, e, desta forma, escrever um novo texto, recontando a história dentro do presente contexto.