Regulamento técnico de qualidade agregará valor e preservará características originais do queijo colonial
O queijo colonial artesanal possui características próprias e técnicas predominantemente manuais. Com isso, para estabelecer a conformidade e proteger este modo de fazer o produto, foi assinado na última quinta-feira (30) o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Queijo Colonial Artesanal, trabalho desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pela Emater/RS-Ascar.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o secretário de Agricultura do Estado, Giovani Feltes, declarou que essa lei regulamenta a comercialização da iguaria não só no Brasil, mas também no exterior. Ela é de autoria do deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) e de Zé Silva (SOLIDARIEDADE-MG). Na esteira disso, o governo do Rio Grande do Sul, através da indicação do governador Eduardo Leite, solicitou que se acelerasse um processo que já vinha em andamento desde 2016.
Esse processo foi realizado durante muitas etapas de forma acelerada, onde foram publicados diversos artigos científicos com resgate histórico em relação ao queijo colonial, a caracterização dos produtores e do produto, permitindo fazer assim um regulamento técnico de identidade e qualidade do alimento. Isso, conforme Feltes, agregará valor ao queijo colonial e dará segurança e certeza da forma como ele deve ser feito e quais são suas exigências, não só na forma que se produz, mas também no seu próprio formato e como o produto ser preservado para posteridade com um padrão.
Ainda segundo o secretário, esse resgate histórico foi feito para mostrar condições que estabeleçam uma forma de fazer o queijo artesanal, definitivamente atestando quase como um selo de garantia de que o produto é colonial artesanal. Sendo artesanal, Feltes ressalta que, além de agregar valor, tanto produtores quanto clientes terão a certeza que as características do queijo estão preservadas e que ele foi feito com todo cuidado. Com isso, o produto vai conseguir atrair o mercado com maior facilidade e, de modo geral, terá seu gosto, jeito e forma padronizado com o que está no regulamento técnico de identidade e qualidade do queijo colonial.