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Política

Reforma eleitoral privilegia candidatos que já estão no poder, afirma consultor político Paulo Rogério Di Vicenzi

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A reforma na legislação da campanha eleitoral de 2016 gerou uma série de mudanças para os candidatos que disputam o pleito. O tempo de campanha foi reduzido de 90 para 45 dias, e os gastos financeiros foram limitados, impedindo doações de empresa.

 

Em entrevista na Uirapuru, o consultor político Paulo Rogério Di Vicenzi Rodrigues, explica que com essas mudanças os candidatos que já estão no poder são privilegiados, pois já são conhecidos pelo seu trabalho. Destacou que, ao encurtar o tempo, se tira a oportunidade do novo candidato ser conhecido e divulgar as suas ideias.

 

O consultor político, Paulo Rogério falou ainda que as mudanças são surpreendentes, sendo incluídas regras absurdas e os efeitos estão sendo sentidos na prática. Destacou que os partidos devem estar bem amparados juridicamente para não serem prejudicados. Salientou que o candidato deve montar uma boa estratégia de campanha, entender bem a realidade e a partir dela construir seu posicionamento.

 

Com limitações nas campanhas eleitorais, candidatos devem investir no trabalho do corpo a corpo

 

Com as limitações de gastos os candidatos devem adotar uma nova postura nesta campanha. O consultor político Paulo Rogério Di Vicenzi Rodrigues, sugere que o candidato se dedique a uma campanha corpo a corpo, formando uma equipe engajada, que conheça suas propostas e o ajude a conquistar eleitores.

 

Paulo Rogério explica que não é possível que o candidato consiga realizar uma campanha sozinho, mobilizando os eleitores, visitando casas, conversando com todas as pessoas, de maneira a garantir os votos. Destaca que não se trata de cabos eleitorais, mas de pessoas comprometidas com o trabalho voluntário.

 

Outro ponto destacado por ele é a importância da presença dos candidatos na televisão, rádio e internet. Mas ele salienta que nenhum candidato consegue ganhar novos eleitores pelas redes sociais, ou por outras ferramentas da internet, como e-mail e site.

 

Defende que a mídia social não é como a rádio ou televisão, que quando você emite, todos ouvem e podem aderir ou não. Paulo Rogério explica que as pessoas que utilizam as redes sociais são mais criteriosas e não gostam da comunicação impositiva, que o risco é muito maior de perder eleitores pelo uso inadequado das redes do que ganhar.