Aeroporto: aditivo no contrato é alternativa para viabilizar alargamento da pista
A reforma e ampliação do Aeroporto Lauro Kortz já está autorizada e com recursos garantidos. A obra, tão sonhada pela comunidade regional, está orçada em R$ 44 milhões e contempla novo terminal de passageiros, com esteira, estacionamento, sistema de iluminação por LED na pista, estação meteorológica e nova estação de radiocomunicação.
O projeto seria ideal para colocar Passo Fundo na rota das grandes companhias aéreas com voos para todo o país. No entanto, ao não contemplar o alargamento da pista, a reforma pode tornar, mesmo com todo o investimento feito, nosso aeroporto restritivo para novas operações.
Atualmente a pista do aeroporto possuí 30 metros de largura, quando o ideal seria de 45 metros. Com a pista estreita há uma série de limitações, com um vento de través o avião não consegue pousar. Se ela for ampliada, aeronaves maiores, como Airbus A319 e A320, também poderão operar no Lauro Kortz.
O deputado estadual Mateus Wesp (PSDB) esteve no local na manhã de sábado (23) o objetivo foi conhecer de perto a atual pista e coletar informações que podem ser utilizadas na luta pela inclusão do alargamento da pista no projeto que está em vias de ser executado.
O parlamentar cita as alternativas para que se possibilite a inclusão do alargamento da pista. Juridicamente é possível fazer um aditivo no contrato firmado com a empresa Traçado, vencedora da licitação. O limite é de 25% do valor que já foi acordado, ou seja seria possivel disponibilizar mais R$ 11 milhões, sem a necessidade de fazer outra licitação. Como fontes para conseguir esse valor extra, citou o governo estadual, federal ou ainda uma parceria com empresas privadas que se beneficiariam com a reforma do aeroporto. “Sabemos das dificuldades financeiras do estado, mas o governador Eduardo Leite sabe da importância dessa obra”, disse Mateus Wesp.
O governo federal já tem conhecimento da necessidade da ampliação da pista segundo informou o deputado. “Estive reunido em Brasília com o ministro de infraestrutura Tarcisio Freitas expondo essa questão”, explicou. A terceira via para obter o recurso seria através do setor privado. “Podemos usar, através de uma mudança na legislação estadual, a permuta tributária. Nesse sistema, as empresas que já pagam impostos ao governo e que seriam diretamente beneficiadas com o aeroporto poderiam direcionar esses recursos para a obra da pista”, citou.
O parlamentar tem a certeza que é possível fazer essa alteração e contemplar a pista na atual reforma. “Tenho plena convicção que é possível fazer e vamos batalhar por isso”, comentou Wesp.