Reforço escolar, segurança e tecnologia são principais demandas da educação aponta pesquisa da Assembleia
Foi apresentado na tarde desta segunda-feira (12) o resultado da pesquisa sobre os impactos da pandemia no aprendizado de crianças e adolescentes do estado. Promovido pela Assembleia Legislativa, o estudo executado pelo Instituto de Pesquisas de Opinião (IPO) ouviu os gaúchos para entender as suas percepções sobre a educação no contexto da Covid-19.
Os principais apontamentos são sobre a necessidade de políticas públicas que assegurem o reforço escolar, promovam a segurança sanitária e investimentos para a aquisição de equipamentos e estrutura tecnológica para as aulas em formato híbrido. Participaram do evento presencial o presidente do Legislativo, deputado Gabriel Souza (MDB), a cientista social e política, diretora do IPO, Elis Radmann, os deputados Carlos Búrigo e Beto Fantinel, presidente e vice-presidente da Comissão de Educação, respectivamente. De forma virtual, acompanharam a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, a deputada Zilá Breitenbach (PSDB).
Conforme o presidente Gabriel, os dados coletados servirão como base para a elaboração de proposições legislativas que contemplem o cenário atual. São referências importantes da nossa sociedade, pais e mães, professores e cidadãos de um modo geral, que também sofrem com os efeitos da pandemia e têm contribuições significativas, declarou o parlamentar.
A partir dos três pontos principais obtidos no estudo, Gabriel destaca a criação de projetos de lei que viabilizem programas de recuperação do conteúdo para mitigar a baixa aprendizagem gerada pelo ensino remoto, sobretudo no ano passado; estipulação de protocolos sanitários, incluindo a aquisição de EPIs e outras iniciativas para que seja possível manter as aulas no formato presencial; e a compra de ferramentas tecnológicas para garantir a qualidade das aulas em formato híbrido.
A pesquisa mostrou que mais da metade dos gaúchos (55,8%) acreditam que as aulas presenciais deveriam retornar apenas após a vacinação de toda população. Destacam-se os pais de alunos de escola pública. Observa-se uma diferença de opinião regionalizada: a parte Norte do Estado é mais favorável ao retorno das aulas. Outro ponto destacada foi que a pandemia ampliou a participação dos pais na vida escolar dos filhos, 47,8% dos entrevistados afirmam que estão mais presentes.
Independente do tipo de escola, há um consenso de que as crianças estão com dificuldades. 70,8 % dos alunos tem dificuldades em acompanhar as aulas e 67,7% relataram dificuldade para aprender. A partir desses dados, os deputados gaúchos devem apresentar propostas na Assembleia Legislativa para amenizar os impactos da pandemia e auxiliar na retomada da educação.